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Opinião

ABORTO DE ANENC�FALOS

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Foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal o aborto de anencéfalos. A partir da publicação dessa decisão as mulheres que descobrirem que seu nenê não tem o cérebro completo, poderão interromper a gravidez, tirando a vida do feto. O que mais pesou para se chegar a essa decisão foi a análise do sofrimento da mãe. Tanto que a Lei prevê que justamente a gestante e tão somente ela, poderá e deverá decidir se a vida do feto será interrompida ou não. Sinto que há grande proximidade dos argumentos pró-aborto de anencéfalos com os utilizados a favor da eutanásia. Os favoráveis apontam para o sofrimento de quem acompanha e da própria pessoa. Mas insisto em um argumento brutal, onde afirmo que não se acaba com o sofrimento matando os sofredores. Entendo que justamente ali está a oportunidade de aumentar o amor e o cuidado. A decisão do STF relativiza a Vida. Por isso pergunto: Como medir essa situação do sofrimento? Quando o sofrimento permite acabar com a vida? Quantos sofrem dores emocionais e pedem pelo fim de sua vida ? aprovaríamos isso? No caso dos anencéfalos argumenta-se ainda que a possibilidade de vida é pequena. Mas será que não há dignidade em viverem apenas alguns minutos? O dom da vida não está ligado ao tempo de vida! Por isso, todos têm o direito e o dever de cuidar durante os poucas semanas, meses ou anos que estamos com nossos filhos e depois sepultá-los dignamente? Desejo que essa decisão não abra precedentes para que o egoísmo floresça e gere o extermínio de crianças por motivos banais! Quero deixar claro que não consigo mensurar a dor dos pais que descobrem que seu bebê não tem cérebro. Compreendo que não é uma situação banal. Porém a Vida pertence a Deus. Ninguém tem o direito de interrompê-la. Não somos autônomos nem mesmo com a nossa própria existência ? muito menos com a de outrem, menos ainda com a de um feto que não pode defender-se de nada. Independente das leis aprovadas, precisamos continuar zelando e cuidando a vida. Pois antes importa obedecer a Deus do que aos homens (Atos 5.29). Sabemos que nosso Deus, Criador, nos acompanha desde a concepção, nos viu desde quando estávamos sendo formandos na barriga de nossa mãe (Salmo 139); e que a Verdadeira Páscoa, onde Jesus ressuscitou, nos ensina que nosso salvador não deseja interromper a vida, mas garanti-la eternamente. Foi para elas, com ou sem cérebro, que Jesus disse: ?Deixem que as crianças venham a mim? (Mateus 19.14).

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