Opinião
UM ANO SEM A PRESEN�A DO CORONEL JAIME
Em 06 de abril do ano passado, Deus, na Sua onipotência, onisciência e onipresença, chamou para Sua glória o inesquecível e querido Jaime Ferreira Lima, conhecido popularmente como coronel Jaime. Com certeza, o experiente e abnegado militar, naquele dia, ouvira o toque da trombeta intimando-o ao comparecimento irrevogável no reino celestial. Ao adentrar aquela nova morada, certamente, como disciplinado e disciplinador, assim proferiu as seguintes palavras: ?Eis-me aqui, Senhor, após haver cumprido com a minha missão na Terra, aguardando unicamente o novo nome que passarei a usar a partir de agora!?. Parece-nos haver sido ontem que o amigo-irmão estava no nosso convívio, sempre alegre, semblante de uma pessoa desprovida de maldade, sorriso de uma criança, coração maior que o corpo, caráter indelével, grato, leal, militar exemplar a toda prova, esposo extremoso, pai dedicado e avô carinhoso. Esses qualificativos e muito mais fizeram parte da personalidade do Jaime, que, ao longo de sua vida, só procurou fazer o bem, não deixando para a corporação e sua descendência resquício nenhum que viesse macular seu nome. Fora paradigma como profissional e cidadão comum. Deixou um legado para a família e colegas jamais olvidado. A Polícia Militar deste Estado muitíssimo deve ao Jaime, por tudo o que realizou nas atividades do contato diário com o público interno da PM e com a sociedade de modo geral, enaltecendo a todo instante o nome da Instituição que serviu por mais de três décadas. Desculpem-nos os integrantes da instituição militar em foco, porém, queiram ou não, fora ele pioneiro em estruturar e conduzir o Departamento de Relações Públicas daquele órgão, dotando-o de técnicas moderníssimas por meio dos cursos realizados em outras congêneres, inclusive no Exército Brasileiro. Depois de lembrarmos da caminhada neste Vale de Lágrimas realizada pelo homenageado póstumo, onde só procurou constituir amigos, independentemente de status, situação social, credo ou raça, doando tudo de si para atender às pessoas que o procuravam, sobretudo os necessitados, cumpre-nos registrar aqui e agora que a maior virtude do mesmo consistiu-se na humildade porque, mesmo pertencendo à classe média, com situação ótima econômica e financeira, não negava a sua origem, de haver sido criado e educado por intermédio do sacerdote educador padre Pinho, onde conviveu, à época, com diversos garotos carentes.