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IMAGEM HIST�RICA

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O advogado Evaristo de Moraes Filho pertenceu a uma geração de brilhantes criminalistas, das lides forenses da cidade do Rio de Janeiro e do próprio País. Sua memória é cultivada com respeito e admiração pela classe dos advogados brasileiros, diante da expressão de seu talento e da grandeza de seu exercício profissional. O consagrado tribuno morreu em pleno apogeu de sua carreira jurídica, em março de 1997, aos 63 anos de idade. Ao completar, agora, 15 anos de uma sentida ausência, seu amigo e companheiro de lutas judiciárias, o criminalista Luís Guilherme Vieira, publicou um sentimental artigo, exaltando sua figura humana e o valor de sua trajetória no cenário nacional. No contexto das bravas recordações, foi lembrada sua expressa vontade de não querer que seu nome, após sua morte, merecesse a denominação em algum estabelecimento prisional do País. O pai de Evaristo de Moraes Filho, igualmente notável advogado criminal, ganhara o nome de um presídio localizado no bairro de São Cristovão, no Rio de Janeiro, situação lembrada por seu familiar como a pior forma de se homenagear um criminalista. ?Quero ser lembrado pela liberdade, não pela prisão?, dissera em vida o pranteado jurista, alvo agora das homenagens de seus contemporâneos e das novas gerações dos advogados brasileiros. Esse acontecimento faz lembrar aos alagoanos que o governo do Estado de Alagoas, há algum tempo, ao denominar um dos seus estabelecimentos prisionais como Cyridião Durval, quis homenagear a figura de um grande mestre de processo penal da tradicional Faculdade de Direito de Alagoas, advogado de destaque, tribuno eloquente e poeta primoroso. Seu nome memorável passou a figurar, nos tempos atuais, no noticiário das lamentáveis ocorrências do sistema penitenciário local. Seus antigos alunos e a história das letras alagoanas se ressentem ao comparar esses fatos com a lembrança sugerida pela imagem do saudoso professor, símbolo, para todos nós, do Direito, da poesia e da liberdade.

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