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Opinião

Uma realidade muito preocupante

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É bem-vinda a preocupação federal com a insegurança pública alagoana. Não é o caso de dizer que ?chega em boa hora?, pois o momento nem é bom nem o problema é novo. O então ministro da Justiça, nos idos de 2008, Tarso Genro, fez questão de vir pessoalmente a nosso Estado trazendo pela mão, mais um titular importado para a Secretaria de Defesa Social. Na época o delegado federal aposentado Rubim substituía o general da reserva Sá Rocha (desconsidera-se aqui a ocupação provisória do cargo entre os dois nomes apontados pelo governo federal). O Ministro da Justiça, em 25 de março de 2008, falando no auditório do Palácio República dos Palmares, assegurou ?total apoio do governo federal para o combate ao crime organizado em Alagoas, bem como para a redução dos índices da violência? e destacou ainda ?implantação do Programa Nacional de Segurança Pública Com Cidadania?. E foi mais além afirmando, conforme registrado pela mídia naquele dia, que ?o Pronasci por si só atende 90% das reivindicações do governador?. Em março de 2008, os investimentos com o Pronasci eram estimados em ?R$ 18 milhões em ações diretas e indiretas no combate à criminalidade? e se estenderiam ?desde a estruturação da segurança, aos investimentos nas polícias?. Um quadriênio depois, o general responde a processo na Justiça alagoana e o delegado devolveu-se a sua merecida aposentadoria. Comentou-se, há dois anos, que o Ministério da Justiça, sob nova gestão, teria declinado de mais indicações de nomes para a Defesa Social alagoana. Mas, fato ou boato, indaga-se: quais as mudanças dignas de serem registradas no território da segurança pública em Alagoas ao longo desses anos de comprovada parceria? Qual o balanço das estratégias e investimentos anunciados há quatro anos? É melhor saber que o Ministro da Justiça se sente incomodado com a realidade da segurança pública alagoana, pois esse quadro é também produto de uma partilha de responsabilidades entre Estado e União. Certamente pior seria sem esta parceria.

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