Opinião
ESCALA EVOLUTIVA?
No decorrer de um ano de vida, o ser humano reproduz, com fidedignidade, todo o processo evolutivo de milhões de anos, iniciando com a postura quadrípede até chegar a bípede (homo sapiens). Entretanto, na contemporaneidade, com o aumento da automatização e do consumo de alimentos industrializados, ?tal processo? evolutivo está rumando para uma metamorfose da humanidade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade, em nível mundial, tem se tornado um problema de proporção epidêmica (mais que dobrou desde 1980). No Brasil, metade da população adulta está com sobrepeso, contribuindo para o surgimento de várias patologias. Tendo em vista que somos responsáveis por nossas ações e que, consequentemente, recebemos as reações das mesmas (seja positiva ou negativamente), o corpo humano é a imagem mais expressiva deste processo. Sabe-se que a fragilidade humana se manifesta em três dimensões: a primeira corresponde ao tempo que, independentemente da nossa vontade drena a energia do organismo. A segunda relaciona-se com as patologias; através da ciência e da tecnologia temos certo controle sobre elas. Na terceira está a utilização das nossas capacidades físicas e intelectuais, às quais podemos dominá-las quase que completamente. Atualmente os especialistas da área de ciências da saúde orientam no sentido de ter-se hábitos saudáveis (exercícios regulares, sono adequado, dieta adequada, abstinência de fumo e drogas, além do uso moderado de bebidas alcoólicas) para a recuperação e/ou a manutenção do vigor, da vitalidade e da saúde. Infelizmente, em nosso mórbido sistema de saúde não se preconiza a profilaxia como uma importante estratégia de política pública. Diante do caos e da utopia governamental em nosso País, e apesar de toda ciência da problemática, paradoxalmente, nossa sociedade não investe, maciçamente, em projetos sociais realistas com ações educacionais que visem combater a causa e não o efeito da metástase na saúde pública. Assim, os gastos com medicamentos, intervenções médicas e internações seriam e muito minimizados. Cabe a nós, cidadãos, termos a responsabilidade individual com respeito a nós mesmos. Devemos controlar o curso de nossas vidas e aproveitar as inúmeras possibilidades de lazer ativo e saudável que o movimento corporal proporciona, contribuindo, assim, para o bem estar físico, psíquico, social e espiritual. E, consequentemente, a melhoria da condição humana.