Opinião
Pa�ses mais ou menos maternais, eis a quest�o
Num mundo cada vez mais povoado por rankings, a mais nova tabela de valoração divulgada classifica os melhores e piores países para ?ser mãe?. O mais maternal dos países segundo essa lista seria a Noruega e pior de todos para a maternidade seria o Níger. Esse rol foi tecido por uma ONG chamada Save the Children e teria avaliado, imparcialmente, 165 países levando em consideração critérios como ?saúde materna, educação, status econômico, saúde, nutrição etc. O Brasil está situado nesse ranking no sofrível 55º lugar no mundo, patinando ainda como o 4º ?melhor colocado na América do Sul, atrás de Argentina, Uruguai e Colômbia?. Cuba, na 44º posição global, foi a nação melhor colocado entre os menos desenvolvidos. O ponto positivo brasileiro nessa pesquisa está cravado no tocante ao combate à desnutrição infantil, sendo ?o sétimo que mais progride na redução do problema? com uma retração anual de 5,5% registrada entre 1989 e 2007. A surpresa no tabelão foi o posicionamento baixo dos Estados Unidos, situado no 25º lugar. O relatório destaca o avanço do Brasil no combate à desnutrição infantil. Com uma redução média anual de 5,5% entre 1989 e 2007, o país é o sétimo que mais progride na redução do problema. ?Uma mulher nos Estados Unidos tem uma probabilidade sete vezes maior de morrer de causas relacionadas à gravidez que uma mulher na Itália ou na Irlanda. Em relação ao número de crianças matriculadas em creches ou à situação política das mulheres, os Estados Unidos também ficam entre os últimos dez países desenvolvidos?. Deveríamos prestar mais atenção nos indicativos apresentados, estudar os problemas e encarar o lamentável posicionamento como um desafio a ser superado. Nesse processo hiperinflacionário de rankings, é natural a desconfiança em relação à precisão das pesquisas e ao caráter científico dos estudos. Mas, em temas como a maternidade segura, nunca é demais entender nossa realidade como digna de ser melhorada. O futuro das crianças brasileiras deve ser foco de preocupação perene.