Opinião
Foco cidad�o no resultado industrial
No mundo digitalizado, onde conceitos como ?nuvem? envelhecem, às vezes, antes mesmo de ser usados, já se disse que a industrialização era coisa superadíssima. Outros seriam os valores no tempo pós-industrial, no qual estaríamos vivendo. Mas, mesmo em momentos de quarta e quinta ondas, onde ações ?.com? são realidade lucrativa, a velha e boa indústria ainda é a referência mais segura para a aferição da direção e sentido dos vetores econômicos. Naturalmente que o adjetivo ?sustentável? diferencia ideologicamente as ?más? das ?boas? fábricas. Mas é incontornável o fato de que a produção industrial siga como um dos critérios mais seguros para as análises econômicas e sociais. Isto posto, vamos ao tema: a atividade fabril recuou 0,5% no conjunto do Brasil em relação ao mês anterior. Segundo os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ?em abril, as quedas acima da média nacional foram observadas na Bahia (-1,3%), Minas Gerais (-0,7%) e Santa Catarina (-0,7%). Outros recuos foram registrados em São Paulo (-0,3%), que tem o parque fabril mais importante do País, e na região Nordeste (-0,5%)?. Queda pequena. Pode mesmo ser considerada uma topada de menor monta. Em termos numéricos, 0,5% não é grande coisa. Mas a questão é que todo movimento no processo de crescimento brasileiro deve ser observado com redobrada atenção. Especialmente o que possa ser entendido como tropeço, recuo, ou mesmo discreto estacionamento. Do ponto em que chegamos, tudo o que não seja crescimento é digno de preocupação. Não é sem motivo que os juros bancários estão sendo alçados a patamar privilegiado no debate político. O centro da questão do juro não é o lucro excessivo do sistema bancário e financeiro, e sim como manter o processo ascendente da economia brasileira. Fato é que as reduções no ritmo de crescimento econômico do Brasil estão devidamente registradas há algum tempo, mesmo antes da guerra dos juros bancários.