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AS RIQUEZAS DO SERT�O ALAGOANO

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Encravado numa área de 8.633,10 km², com uma população de 432.667 habitantes [conforme censo do IBGE 2010], na região do semiárido nordestino, o Sertão alagoano possui singularidade social e econômica que o difere das demais regiões do Nordeste. Não é de agora. Que o diga o empreendedor e desbravador do Sertão, Delmiro Gouveia, que, ao conhecer a região do extremo Oeste alagoano pela primeira vez, vislumbrou oportunidades de negócios e, consequentemente, de ganhar dinheiro e gerar renda. Pois, bem. Não demorou muito para a região de potencial hídrico [rio São Francisco] e de solo árido, com predominância da Caatinga, ganhar a instalação da indústria têxtil Companhia Agro Fabril Mercantil e da hidrelétrica de Angiquinho, no início do século XX. A passagem de Delmiro Gouveia na região serviu de inspiração para o sertanejo e mostrou a viabilidade de uma região conhecida por muitos apenas pela seca [por meio dos veículos de comunicação], que divulgam uma realidade, a qual o nordestino está aprendendo a conviver melhor com os efeitos desse fenômeno natural. O Sertão é muito mais. E o de Alagoas é único. Está lá a moderna Hidrelétrica de Xingó, fornecendo energia para o desenvolvimento do NE; a principal bacia leiteira do Estado, com 250 mil litros de leite/dia gerando 25 mil empregos diretos; o surgimento de novos laticínios; a aposta da ovinocaprinocultura e da apicultura como novas fontes de renda para o pequeno produtor rural, entre outras atividades. Isso só no campo do agronegócio. As atividades agropecuárias, no entanto, estão sofrendo com os efeitos adversos da seca. Fenômeno natural cíclico que neste ano se apresenta bastante intenso e já é considerado o pior dos últimos 30 a 50 anos. No setor de serviços, o Sertão alagoano mostra pujança. Do Vale do São Francisco à região serrana, abrangendo os municípios de Mata Grande e Água Branca, o turismo cresce e caminha para consolidar-se como principal fonte geradora de emprego e renda para as famílias, em especial, para os jovens. Nas cidades ribeirinhas banhadas pelo Velho Chico, o turismo cultural, histórico e de aventura, o artesanato e a piscicultura tornam-se o tripé da geração de renda e do desenvolvimento sustentável das famílias ribeirinhas. Claro, com maior apoio governamental. Mas o Sertão pode contribuir muito mais para o crescimento regional. O Canal do Sertão abre perspectivas animadoras do ponto de vista social e econômico: mais saúde, mais educação, mais emprego, melhor qualidade de vida. Sim. O Sertão ainda tem a Fábrica da Pedra, que caminha para comemorar 100 anos de existência no ano de 2014, produzindo tecidos. O Sertão é uma terra de oportunidades para Alagoas, o Nordeste e o Brasil.

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