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Com quantas cadeiras se faz uma C�mara?

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Desde os primórdios a postergação também foi usada como artifício político, mas seu significado usual é o vezo da indecisão, quando não da pura e simples burocratização. Na maioria dos casos, portanto, prevalece a tradução negativa, onde o ?empurrar com a barriga? redunda em desgastes e prejuízos para o ente político. Este parece ser o caso da atual dança das cadeiras na Câmara Municipal de Maceió, quando a própria casa legislativa tromba consigo mesma e não consegue definir com quantos assentos será constituída a partir das eleições deste ano. O empurra-empurra tem lá seus motivos, afinal aumentar o número de representantes do povo numa instância legislativa virou-se no antagônico do mais simples significado, que seria o aumentar da representatividade. Com o agravamento do desgaste político, crescer o número de cadeiras passa a ser entendido como o crescimento do desperdício do dinheiro público. Infelizmente, a reação negativa da opinião pública tem suas razões objetivas, apesar do sensacionalismo midiático, abusando das abordagens no velho estilo ?udenista?, vir a turvar a capacidade de distinção entre os dispêndios necessários ao bom desempenho do cargo e a sangria ao erário. Ocorrências escandalosas como a prisão de toda uma câmara municipal vêm a colocar mais lenha na fogueira. Aumentar o número de vagas numa câmara de vereadores, nas atuais condições de desprestígio genérico da edilidade, é provocar a opinião pública. Mas provocação maior ainda parece ser o vai não vai, a vacilação da casa legislativa em assumir seu papel e tomar a decisão que julgar mais correta, assumindo o ônus do poder que lhe foi atribuído. Corretamente, o Tribunal Regional Eleitoral recusou à Câmara Municipal de Maceió um posicionamento que, constitucionalmente, cabe aos edis. Prejuízo menor será não se demorar mais, pois a campanha já está nas ruas. E, afinal, quantas cadeiras estarão em jogo é informação vital para quem vota e, principalmente, para quem pretende ser votado.

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