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Opinião

PARA ONDE CAMINHAMOS?

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Para viver feliz é preciso achar sabor, sentir o gostinho doce da vida mesmo nas adversidades, levando fé que nada está perdido. Refletir ao lembrar dos velhos chavões como, ?enquanto há vida, existe esperança?. Na canção Samba da Benção, Vinicius e Baden Powell escreveram que, ?a tristeza tem sempre a esperança de um dia não ser mais triste?. Música, poesia, sonhos são alguns alimentos que fortalecem nossa gente para avançar no tempo carregando sobre os ombros o peso incômodo do sofrimento, tristeza e desespero. Entre uma passagem e outra, sempre brota de algum lugar inesperado a leveza do sorriso, alegria e confiança, acreditando que algo pode mudar. Já se vão décadas de crença de que o amanhã será outro tempo, bem melhor, com sinal verde para sairmos da lama que gruda os passos das pessoas em direção ao futuro. Bom seria se a gente não mais ouvisse pais angustiados, profundamente desesperançados pela falta de perspectiva com o amanhã dos filhos. Quem ainda dispõe de recursos financeiros busca meios para mandá-los para bem longe, afastando deles o cálice do infortúnio. Sem escola, professores distanciados das salas de aula para não sofrerem mais humilhação; saúde debilitada pedindo socorro e um monte de médicos que, como os professores, se transformaram em profissionais infelizes. Suas atividades viraram um martírio para conseguirem sobreviver. Como podemos imaginar que a violência nos dará trégua se as porteiras das fronteiras com os países exportadores estão abertas sob o olhar descomprometido das autoridades? Se a impunidade recebe a benção benevolente da Justiça amparada por um código penal vencido há pelo menos setenta e quatro anos? O legado da Copa do Mundo sinaliza apenas a certeza de que muito dos bilhões de reais investidos vai retornar em malas pretas, cuecas e calcinhas até as eleições. Depois, ?tudo volta a ser como dantes no quartel de Abrantes?. Alagoas, ah, minha Alagoas! Com tristeza, vislumbramos um cenário obscuro, nada diferente de outrora. Os guerreiros que estão postos para competirem na arena são os mesmos de quarenta anos passados. O dito novo é apenas a continuidade das oligarquias que só fizeram robustecer o milionário território particular. A caminhada será longa, só não podemos perder a vontade de lutar.

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