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Nanismo do PIB � desafio gigante

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Um pulinho de 0,8% no Produto Interno Bruto brasileiro, aferido no primeiro trimestre de 2012 (comparado com idêntico período do ano passado), relegou nosso País à triste situação de ser a Nação que menos cresceu entre os Brics. Nesse mesmo espaço de tempo, a África do Sul subiu seu PIB em 2,1%; Rússia, 4,9%; Índia, 5,8%; e a China decepcionou muitos analistas com ?apenas? 8,1%. Na comparação com nossos vizinhos, também levamos sovas da Venezuela (+5,6%), Argentina (+4,8%), Chile (+5,6%), México (+4,6%), Peru (+6%)... Mas superamos algumas economias do chamado Primeiro Mundo, batendo toda a Zona do Euro (0%) e a União Europeia (0,1%), que, em seu conjunto, segue caindo pelas tabelas, apesar do desempenho positivo da Alemanha (modestos 1,2%). Em relação ao Velho Continente, o PIB brasileiro (pibinho, sem dúvida) conseguiu, ainda, ser maior que os da França (+0,3%), Itália (-1,3%), Espanha (-0,4%), Holanda (-1,3%), Portugal (-2,2%), Grã-Bretanha (0%) e Grécia (-6,2%). Os Estados Unidos? Cresceram 3% nesse espaço de tempo. De plantão, os pessimistas juram que teria estourado a ?bolha Brasil? e os otimistas não enxergam nada de anormal nisso. Em verdade, nem tanto ao mar nem tanto à terra. Não se trata do fim do mundo, nem estouro de balão (até porque a economia brasileira, efetivamente, de bolha nada tem); mas trata-se de um desafio que não foi vencido e que aponta para problemas reais no processo de desenvolvimento do Brasil. Em resumo: temos tratado mal um conjunto de dificuldades na senda do crescimento e os efeitos negativos estão a se manifestar. E devemos ter a devida preocupação para com estes desafios pendentes, pois a deusa da fortuna não perdoa erros. E o Brasil tem errado em alguns procedimentos basilares, como o da não construção da infraestrutura necessária ao processo de ascensão e o incentivo unilateral ao consumo, dentre outros deslizes. A recorrência de ?pibinhos? deve ser entendida como um aviso grave.

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