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MEDICINA E VIOL�NCIA

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Os médicos não estão imunes ao cipoal da violência que envolve a nossa comunidade minuto a minuto, hora a hora, todos os dias e piorando cada vez mais. No sábado, 26 de maio, de maneira estupida, um profissional da Medicina de elevado gabarito, apaixonado pela profissão, chefe de família exemplar, encontrou a morte de forma absurda; é assassinado por um marginal, drogado, psicopata. É terrível isso. José Alfredo Vasco Tenório é interrompido em sua bela caminhada terrena, cheia de sonhos e alegrias, por um verdadeiro lixo humano. A morte do estimado colega Vasco provocou uma verdadeira indignação na sociedade alagoana. Há alguns meses, outro competente médico, Luiz Ferreira, foi brutalmente assassinado em Anadia, por pleitear ser prefeito daquela cidade. Vemos, com tristeza, até que ponto chega a maldade humana. Assistimos, entristecidos, que o mundo vai mudando e, atualmente, os médicos atendem as vítimas da violência nos hospitais de emergência ? ou são vítimas dela. Não há como esconder a escalada da violência no Brasil, inclusive em nossa querida Alagoas, que tem sido destaque nacional. As pessoas passam, então, a mudar de hábitos, perdendo a sua paz. As razões de tal situação são várias, todas entrelaçadas: pobreza, desemprego, deterioração da família, o que inclui o apagamento da imagem paterna, incapacidade da polícia em realizar um patrulhamento preventivo por falta de recursos materiais e humanos, fome, promiscuidade e tantas outras. Atualmente, a situação é dramática; é como se vivêssemos em um campo de guerra. Cada um que se cuide ao tirar dinheiro em banco, ao caminhar na orla à noite, ao frequentar reuniões ou missas. Os drogados se espalham pelos quatro cantos da cidade de forma impressionante. A droga se expande como uma verdadeira epidemia por todo o território nacional. Aqui em Maceió tem sido uma praga. De fato, somos um país violento. E não é de agora. O que podemos afirmar é que, no passado, a questão da violência não era pública, e sim privada. Ela ficava restrita ao ambiente das pessoas envolvidas. Atualmente, a violência se tornou uma questão pública de inquietações que atinge a todos os seguimentos da sociedade. Os atos de violência, de crueldade, os assaltos, os sequestros, os estupros, a maldade, enfim, enquadram-se como patologias da alma. Vamos esperar que, a curto prazo, nossos governantes, juízes, promotores, policiais civis e militares e a sociedade deem as mãos, buscando soluções.

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