Opinião
MEIO AMBIENTE: DA ALEGRIA � PREOCUPA��O
Vive-se diante das opções entre o bem e o mal, a verdade e o erro. Alternativas. Cuidar bem do meio ambiente que é um bem precioso e necessário, traz alegria; agredir nossa terra mãe, sob mil formas, traz preocupação e malefícios. O pêndulo da balança atual oscila: ora vai para um otimismo anêmico, ora para a visão do mal que é praticado. Quem não acredita que as mudanças climáticas que vêm ocorrendo são consequência do efeito estufa, do aumento das emissões de gás carbônico e das diversas formas de agressão à natureza está bem distante da necessária consciência ambiental. Tsunamis, degelos, cidades destruídas por enchentes, meses de outono que mais parecem verões, são muitas e variadas mudanças. Nasci numa fazenda na margem do Rio São Francisco. Essa infância ainda comanda minhas lembranças. O dia 19 de março, dedicado a São José, era a data em que se plantava o milho, para ser colhido no São João. Chovia sempre. Este ano quem plantou em março perdeu o trabalho. O mesmo aconteceu nos meses de abril e maio. Sol a pino. Terra irrigada é exceção. Conta-me o Porfírio que em viagem recente a uma cidade do interior desfilava à sua frente uma Hilux último modelo. O que chamou sua atenção foi o fato que, de quando em quando, abria-se um vidro do carro e objetos eram jogados na estrada: garrafas de plástico, depois de vidro, sacolas e restos de comida. A consciência ecológica do Porfírio foi sendo gradualmente agredida. Quando os carros pararam, por uma obstrução na estrada, ele saiu de seu automóvel e foi até a Hilux. Bateu no vidro e quando foi aberto desabafou: bando de mal educados, grosseiros, inconsequentes, vocês estão agredindo a natureza. A Hilux acelerou quase derrubando o Porfírio. Noticia-se que a conferência Rio+20, que ocorrerá nos dias 20 a 22 deste mês, reunirá autoridades de todo o mundo na capital fluminense. Vão debater o futuro do planeta com enfoque nos compromissos de preservação do meio ambiente. Muitos países não se comprometem com as cartas de compromissos assinadas. Resta-nos lutar por uma educação ambiental no lar, nas escolas, na comunicação. É um dever de consciência.