loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Armas cidad�s contra o crime

Ouvir
Compartilhar

Com o veredicto do Supremo Tribunal Federal, a 17ª Vara sofreu fundas modificações, a tal ponto que exista quem a enxergue quebrada, como que rachada ao meio. Será essa uma visão acurada e justa? Ao se posicionar pela constitucionalidade da 17ª Vara em Alagoas, destacando o pioneirismo do nosso Estado na criação de um instrumento inédito no combate ao crime, a suprema corte lhe desbastou várias arestas, reduzindo indiscutivelmente seus peso, extensão e volume. Em verdade, esculpiu-lhe na mesma madeira de lei outro bastão. Uma verga distinta emerge depois da ação das goivas e formões do STF. Como não poderia deixar de ser, todo passo inicial envolve algum tropeço, até como parte da tão natural quanto complexa arte do andar. O fundamental é não lamentar a topada, mas seguir adiante. E à Justiça alagoana está posta a missão de avançar, seguindo a rota indicada pelo STF no uso do novo báculo. E usar sem pena outros bordões já existentes nos escaninhos da Justiça local. O importante é não dar trégua ao crime, organizado ou não. E o crime, como toda Alagoas sabe e sente na pele, avança sobre nossa sociedade de forma incontrolável, mortal. Todos os utensílios possíveis de uso eficiente nesta luta precisam ser valorizados. Uma dessas armas cidadãs, na alçada judiciária, continua a ser a 17ª Vara, mesmo despojada de parte de suas atribuições originais. Outra ferramenta de grande eficiência é o Gecoc (Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas), no âmbito do Ministério Público. Alagoas precisa de mais iniciativas ainda nesta guerra cidadã, pois a realidade nos é dantesca. O espectro do crime continua a expandir, irrefreável, sua sombra de medo e morte sobre a população alagoana. Logicamente que todos os equipamentos necessários a essa guerra pela vida devem ser moldados sobre o que preconiza a Constituição. Ajustes certamente ainda serão necessários, mas a senda da inovação não pode ser abandonada. É-nos indispensável insistir em criar novos aprestos capazes de impulsionar a batalha da cidadania contra o crime em Alagoas.

Relacionadas