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Opinião

EX�RCITO J�!

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O Exército Brasileiro tem mostrado ao longo da sua trajetória estar preparado para cumprir missão, quer no campo da defesa interna, ou além fronteiras Brasil, e, mais ainda, atribuição do poder de polícia que lhe fora outorgada recentemente pelo Congresso Nacional. Lembramos a atuação do Exército de Caxias, no Complexo do Alemão e em outras favelas existentes na cidade do Rio de Janeiro, quando as forças regulares da segurança pública tornaram-se impotentes, onde se mataram mais seres humanos do que mesmo no Iraque ou no Afeganistão. Por este motivo que o Exército fora convocado para restabelecer a ordem no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Naquele momento fora formada uma megaoperação integrada por homens do Exército, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Força Nacional sob o comando de um general, com carta branca para atuar extirpando os bandos organizados de criminosos e traficantes alojados nos morros e esconderijos daquelas localidades. Lá foi montado um verdadeiro teatro de operações com o emprego de armamentos os mais sofisticados, com a finalidade de combater de qualquer sorte a bandidagem implantada por várias décadas. A situação em Alagoas não é diferente. Lamentavelmente, houve nestes últimos tempos uma inundação no Nordeste brasileiro de delituosos oriundos da Cidade Maravilhosa, onde grande parte deles com PhD em planejamento e consecução de crimes. A Defesa Social tem empregado todas as ações possíveis e imagináveis ao combate diuturnamente da onda criminosa que invadiu Alagoas. Não precisamos de substituição de comandantes, e sim dos meios pessoais e materiais para que possam os responsáveis pela segurança pública cumprir com suas obrigações, evitando novas vítimas, para não termos outro caso semelhante ao médico José Alfredo, cujo assassinato entristeceu e comprometeu não apenas Alagoas, mas a mídia nacional. Ora, permitam-nos, caríssimos leitores, recordar o ano 1993, cujo efetivo da Polícia Militar não ultrapassava a oito mil homens. Naquela oportunidade, após estudos estratégicos realizados pelo comando geral daquela Corporação fora encaminhado, via governo do Estado, ao Comando do IV Exército, projeto majorando o efetivo da Polícia Militar de Alagoas para quinze mil militares, sendo incontinenti aprovado pelo Alto Comando Regional do Exército Brasileiro e Assembleia Legislativa, considerando naquela época o crescimento vertiginoso da criminalidade. Infelizmente, pressões diabólicas políticas não permitiram por em prática o aumento do efetivo aprovado. Hoje, após 19 anos do fato narrado, a Polícia Militar mantém o mesmo número de oito mil homens nos seus quadros. Quem perdeu com isso foi o povo, que perdeu a paz nestes últimos anos. Diante do quadro lastimável que vive a Terra dos Marechais, só encontramos uma solução imediata colocando o Exército nas ruas das cidades mais importantes e fronteiras do nosso Estado, com emprego dos mesmos meios usados no Complexo do Alemão, coadjuvado pelas forças regulares locais, pelo menos por 120 dias, onde a palavra de ordem seja a lei, sem interferência de direitos humanos ou algo semelhante, avocando para a megaoperação, se necessário, o dispositivo III da excludente da criminalidade prevista no Código Penal Brasileiro, no caso da resistência com emprego de arma, por parte do delinquente à manutenção da ordem pública e do bem estar do povo ordeiro e hospitaleiro alagoano.

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