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Inclus�o social e acesso ao sistema banc�rio

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Realizada em conjunto pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), pesquisa divulgada ontem aponta para que ?mais de um terço da população brasileira não possui conta em banco?. Interessante: a impressão é de que esse percentual seria bem maior, dado o exército de despossuídos que ainda sobrevivem abaixo da linha de pobreza. Apesar do extraordinário processo de inclusão social vivido pelo Brasil na recente dezena de anos, salta à vista a enormidade de miséria ainda sujeitando multidões de brasileiros. Daí ser surpreendente a identificação que dois terços da população brasileira (em idade para tal) possuem contas em bancos. Sem medo de errar, pode-se afirmar que a instituição do sistema de conta-salário é um dos fatores que determinam esse acesso em massa ao sistema bancário. Não é de estranhar que, dentre o terço distante dos bancos, 60% declarem não ser possuidores de contas bancárias por absoluta falta de condições financeiras. A pesquisa identifica ainda que ?mais de um terço da população brasileira tem dívidas, com um porcentual maior entre homens do que entre mulheres?. Faz sentido. O estudo diz que ?[dentre os portadores de contas] somente 12% da população não fizeram uso de serviço bancário nos últimos 12 meses. Destes, ?68% lançaram mão do autoatendimento e 15% usam a internet?. Daí ser fácil enxergar o enorme potencial de crescimento da web como canal para negócios bancários. Os pesquisadores comprovaram que a caderneta de poupança continua sendo a ferramenta preferida para investimento do povão, com 68% de preferência. Mas, infelizmente, apenas ?três em cada 10 cidadãos fazem alguma reserva?. Em resumo, o Brasil está crescendo e incluindo parcelas expressivas de seus cidadãos na economia formal. Mas ainda impressiona o número de excluídos e o gigantismo do que precisa ser feito em termos de cidadania econômica. Também em termos bancários, o Brasil segue sendo o ?País do futuro?.

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