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Opinião

MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS

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Patrimônio da Justiça Brasileira, o saudoso amigo Humberto Gomes de Barros marcou toda a sua vida exercendo diariamente os supremos ideais da bondade e da simplicidade. Possuidor de atributos éticos invejáveis, foi um exemplo de caráter, de dignidade e lealdade para todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo, predicados invulgares naquele emérito jurista e notável escritor. Humberto, sempre com um sorriso nos lábios, atendia a todos que o procuravam com sua calma habitual, e, de forma amável e cortês, nos presenteava com sábios conselhos. Nascido em Maceió, estudou no Colégio Guido de Fontgalland, depois foi residir no Rio de Janeiro acompanhando sua família, pois seu pai Carlos Gomes de Barros se elegeu deputado federal. Lá, formou-se em Direito pela Universidade do Brasil. Deu início à sua brilhante carreira jurídica como solicitador na OAB-RJ. Logo após, em 1963, mudou-se para Brasília, começando a advogar inscrito na OAB/DF sob o número 350. Foi nomeado procurador do DF, tendo sido procurador-chefe da 3ª Subprocuradoria Geral do DF em 1967 e 1968, e procurador-Geral do DF de 1985 a 1988. Em 1990, foi conselheiro da OAB/DF. Quando indicado pela OAB, foi nomeado ministro do STJ em 27 de junho de 1991, onde pontificou pela simplicidade mas também pela absoluta firmeza de suas decisões, sempre exaltando os superiores ideais da verdade, do Direito e da Justiça, transmitindo confiança integral a seus pares, aos advogados e aos jurisdicionados. O insigne ministro foi presidente do STJ no período de 7 de abril a 22 de julho de 2008, quando se aposentou, deixando uma enorme lacuna nas hostes da Magistratura Pátria. Humberto também deixou um enorme legado para a literatura brasileira, através dos inúmeros escritos, contos, crônicas, artigos, poesias e cordéis que publicava com impressionante regularidade, além de seus livros Glossário Forense, Cansanção das Alagoas , uma coleção de poesias, As Pernas da Cobra , coletânea de contos, Usina Santa Amália - A Saga do Coronel Laurentino Gomes de Barros, uma homenagem à seu avô, Electra Sanitas, coletânea de crônicas, e Sexta Feira 13, que trata do tiroteio ocorrido na Assembleia em 1957, e será publicado postumamente. Os desígnios de Deus levaram nosso amigo, deixando em permanente luto sua família, numerosos amigos e a Justiça. Mas sua imagem e exemplo ficarão sempre em nossos corações. Rogo a Deus que o envolva em sua Excelsa proteção!

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