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RIO+20, IGREJA E ABORTO: UMA VIT�RIA

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Abordada ultimamente com notoriedade nas notícias dos veículos midiáticos, a questão do desenvolvimento sustentável esteve em debate na Rio+20. A pauta parecia não ter nada a ver com religião. Contudo, trouxe em seu bojo questões caras a quem acredita em Deus. Por isso, a Igreja Católica havia publicado oficialmente sua posição no jornal L?Osservatore Romano, antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. O trinômio homem-cosmos-Deus sempre foi objeto de reflexão nas civilizações, e por isso é o campo de interesse da filosofia, em suas questões existenciais. A Santa Sé, sabendo que não é possível dissociar o mesmo, tratou a discussão da Rio+20 do homem e seu cosmos de acordo com uma visão cristã. A dignidade integral do ser humano foi o mais defendido pela Igreja, afirmando que ?não é possível reduzir à problema ?técnico? o que afeta a dignidade do homem e dos povos: não é possível, de fato, confiar o processo de desenvolvimento somente à técnica, porque, senão, isso permaneceria sem orientação ética. A busca de soluções a tais problemáticas não pode ser separada da nossa compreensão do ser humano?. Deve-se então ter uma conexão clara entre o desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento humano integral, como sendo este um dos objetivos daquele. Isto foi corroborado no pedido da Igreja para serem ?considerados os valores éticos e espirituais que orientam e dão significado às escolhas econômicas e, portanto, ao progresso tecnológico, dado que cada decisão econômica tem uma consequência de caráter moral?. Uma vitória nesta situação é que, no documento final anunciado ontem pela cúpula da Rio+20, não entraram os chamados ?direitos reprodutivos? nem ?serviços de saúde reprodutiva?, ambos eufemismos para o ?aborto?. Os abortistas e lobbystas dos ?direitos sexuais e reprodutivos? saíram derrotados e prometem manifestações. Para nós cristãos, isto é de suma importância, pela causa tão comumente conhecida de defesa da vida. Um sinal de esperança. O Vaticano foi um dos países que intervieram para remover estes conceitos do documento final. Outros países a ele se uniram. Manipulação? Não. Influência: espero que sim.

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