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Opinião

SEM PLANO B

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Um convite feito na noite de sexta-feira passada fez com que um grupo de cerca de 50 pessoas comparecessem ao Palácio dos Martírios no dia seguinte, sábado de manhã, onde o governador Teotonio Vilela Filho falaria preliminarmente sobre o Plano Nacional de Segurança Pública a ser lançado no dia 27, aqui em Maceió, com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Depois de 36 anos de exercício da Medicina, guardo o sábado para o descanso, o lazer, e para almoçar com a família; distraio-me com o neto Pedrinho: é uma rotina simples, descontraída, mas significativamente gratificante, revigoradora dos desgastes da semana. Quebrá-la, só quando existir um motivo superior, e era o caso. Na hora prevista, 10 da manhã, a reunião começou, só terminou perto das 14 e sem almoço. A exposição estatal, retratando as entranhas da situação da criminalidade aqui, foi extremamente dramática. Como também os depoimentos, onde destaco o de um jovem cadeirante, que descreveu a agressão que sofreu alguns anos atrás de 14 ou 15 meliantes covardes, que achando pouco despedaçá-lo com porradas, ainda lhe deram o tiro fatal que o deixou para sempre em uma cadeira de rodas. Creio que a razão para a minha presença não foi outra senão a repetida denúncia, feita na Gazeta, contra a violência que a todos ameaça e intimida. Agora, surge uma possibilidade real de se enfrentar essa criminalidade extremada, agregando a força do governo federal, cujo Ministério da Justiça investirá aqui 37 milhões de reais até 2014. É um momento único, para o qual devemos ter um olhar não só de esperança, mas de participação: somam-se os esforços do governo federal do PT, em ação republicana altamente elogiável, ao angustiado e oprimido governo tucano. Quem sempre e somente reclamou e criticou, tem agora uma chance única de participar ativamente e mostrar a sua indignação: são nossos filhos e netos que precisam de nossa participação. Alertando: não existe um Plano B. E não existe espaço para omissões.

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