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F�RIAS EM NOVA YORK

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Estou chegando de Nova York, onde passei 17 gostosos dias. Deu-me, de repente, uma saudade dessa cidade excitante, onde se encontra de tudo que se deseja. Tinha que aproveitar o restinho da Primavera, pois o Verão, lá, como o Inverno, é insuportável. Viajei pela American Airlines, desde o Rio, onde cheguei via Recife pela Tam. A viagem de ida foi maravilhosa. Tomei um comprimido e dormi durante todas as 9h40, que durou o trajeto, sem turbulências, num céu de brigadeiro! Cheguei à grande cidade americana na manhã de um domingo; mas não parecia ser um dia de descanso como no Brasil. As ruas fervilhavam de gente, vinda de todos os cantos do mundo, falando todas as línguas, em busca do sale, a liquidação dos produtos vendidos a baixo preço em suas inúmeras lojas. Meu hotel, o Novotel, aliás, muito bom, fica na Rua 52 com a Broadway. Não poderia estar num lugar melhor, perto do Time Square, a região mais procurada pelos turistas, onde ficam quase todos os teatros de musicais, grande quantidade de restaurantes, de lojas e muitos lugares para hospedagem. É uma eterna festa! Descansada, tomei posse de meu quarto, aprontei-me rapidamente e ganhei as ruas, com o cuidado de pegar um mapa e o Where, revistinha que traz tudo o que acontece na cidade. Fui logo, por ela, organizando meu programa de distrações para a temporada em Nova York. A ópera, do que gosto muito, infelizmente só começaria seus espetáculos em setembro. O Carnegie Hall, que sempre frequento, por oferecer o que há de melhor em música e mudar o programa a cada dois dias, estava fechado para obras. Mas, no Lincoln Center havia balés e orquestra sinfônica. Dirigi-me para lá com o fim de garantir as entradas para duas do primeiro espetáculo e três do segundo. Comprei, também, ingressos para Evita e Jesus Cristo Super Star e no Radio City, um show do Cirque du Soleil. Com a programação organizada, fui ver as novidades das vitrines. Estava difícil andar pelas ruas lotadas de pedestres com a minha cadeira. Mas como não tinha pressa, o conseguia. Roupas, calçado, bolsas, joias e bijuterias estavam rebaixadas em 70% dos preços reais. Um convite a gastar os dólares! Eu que dissera não ir para comprar, comecei a abrir a bolsa.

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