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Opinião

TRILHOS PARA O PROGRESSO

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O tema do transporte ferroviário, há muito tempo, me desperta profundo interesse. Pode aparentar uma missão quase impossível, mas acredito que uma das soluções para o desenvolvimento do Brasil é investir maciçamente nas ferrovias. O renascimento ferroviário é uma imposição para um país de grande extensão territorial como o nosso. Sua importância é primordial para o efetivo crescimento econômico e social, assim como na promoção da integração nacional. A nossa matriz de transportes é preponderantemente rodoviária, gerando grandes custos para a Nação, como o consumo elevado de combustível, a deterioração do pavimento asfáltico que acarreta naturalmente despesas enormes com a manutenção das rodovias, além do aumento da poluição ambiental, e não podemos esquecer os inúmeros acidentes que poderiam ser evitados poupando inúmeras vidas e danos materiais. Os trens, ao contrário, são muito mais eficientes em termos energéticos, transportam maior quantidade com menor custo. Um vagão transporta o equivalente a três carretas. Logo, é evidente a necessidade urgente do aumento de sua participação. Nenhum outro modal é mais eficiente ao levar grandes volumes de carga em maiores distâncias do que a ferrovia. Além de tudo, o trem não polui, ao contrário dos caminhões que, movidos a óleo diesel, despejam na atmosfera uma infinidade de gases e substâncias químicas como monóxido e dióxido de carbono, de grande toxicidade, causando graves problemas para a saúde das pessoas e comprometendo o meio ambiente de forma irreparável. Países de grande extensão territorial utilizam plenamente as ferrovias e menos as rodovias, como os EUA que tem 228.464 km de ferrovias; a Rússia com 87.157 km e o Canadá com 48.909 km, enquanto o Brasil conta com apenas 29.798 km, número menor que o da Argentina que, com dimensões menores, tem 34.091 km de ferrovias (fonte: Ministério dos Transportes ? Anuário do Transporte de Carga 2005/2006). Como não existe competição, o transporte rodoviário assumiu cargas em todas as distâncias, até as mais longas, quando o correto seria a integração dos modais com o caminhão atuando nas cargas leves em distâncias médias e curtas e o trem, com as cargas pesadas e de grande volume nas longas distâncias. Precisamos levar aos nossos governantes ideias e soluções para a implantação imediata de investimentos, visando à revitalização do setor ferroviário, que urge se tornar prioridade para transportar o progresso do Brasil.

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