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MAIS PADRES PARA HOJE

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Todas as vezes que alguém decide seguir o caminho para o sacerdócio, é questionado sobre a motivação para tal intento. Diante de um mundo tão pluralista como o nosso, onde tudo é possível e as opções são infinitas, ser padre representa por vezes uma via de contradição, pois se demonstram atitudes de vida questionadas por muitos. Vida regrada na oração e celibato são exemplos disso. Talvez muitos cheguem a pensar que as renúncias são tantas, a ponto de afastar inúmeros jovens desse caminho, sendo a vocação ao sacerdócio uma raridade. Bem, isto é um engano. Pelo menos é o que mostra o Censo Anual realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS), divulgado recentemente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para se ter ideia do crescimento, conforme o Anuário Pontifício 2012, entregue ao nosso Papa Bento XVI em março deste ano, a tendência de aumento no número de sacerdotes no mundo começou em 2000 e continuou em 2010, ano em que foram contados 412.236 padres; em 2009 eram 410.593. No total, o clero aumentou entre 2009 e 2010 em 1.643 padres. Os aumentos foram registrados principalmente na Ásia, África, Oceania e América. A distribuição de sacerdotes por habitantes é um dos fatores levantados pela pesquisa. Em 2000 havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e para cada sacerdote eram 10.123,97 habitantes. Dez anos depois havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre teria o número de 8.624,97 habitantes. Quanto aos motivos desse crescimento, temos muitas possibilidades. Basta ver o texto proposto pela análise: ?O quadro geral mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs, que tem refletido outro quadro estatístico, que é da evolução do número de presbíteros entre os anos de 1970 e 2010, conforme vemos na atual planilha do Centro de Estatística e Investigações Sociais. Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo?.

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