Opinião
A dan�a das cadeiras na C�mara de Macei�
Convenções findas, atas lavradas e entregues à Justiça Eleitoral, a guerra pelo voto está oficialmente declarada em todos os municípios. Em Alagoas, duas questões chamam a atenção: O ?congelamento? do registro das candidaturas, em função da greve dos servidores do TRE e o ?efeito sanfona? que acomete o número de vagas para a Câmara de Vereadores de Maceió. Menos preocupação causa a greve no TRE, afinal os servidores não objetivam por a pique o processo democrático. Mais cedo ou mais tarde as candidaturas constantes nas atas das convenções partidárias serão devidamente registradas. E para todos os efeitos, os partidos cumpriram os prazos e procedimentos previstos na Lei. Mas o estica-encurta do tamanho do plenário da Câmara maceioense é um problema real que tem forçado os partidos e candidatos a diversas ginásticas. Esse é um número fundamental, a começar pela obrigação das chapas serem formadas por uma quantidade proporcional de postulantes em relação ao número de cadeiras que serão disputas. A diferença entre 21 e 30 vagas é indiscutivelmente significativa. O menor problema é o preenchimento das listas exigidas pela legislação, pois nunca é difícil encontrar pessoas dispostas a disputar um mandato, mesmo que sejam evidentes as poucas possibilidades de êxito na peleja. A questão a considerar nessa variação de nove cadeiras está (esteve) na influência do número de vagas na costura das coligações, afinal o espaço a ser disputado é um elemento definidor na avaliação interna de um partido se terá, ou não, condição de pleitear sozinho, ou em coligação com quantas outras siglas, o acesso ao espaço legislativo. Ontem com 30, hoje com 21, o futuro plenário da Câmara de Vereadores de Maceió, em sua variação de tamanho, chama a atenção para algo maior que a dança das cadeiras: A possibilidade de variação (sempre para maior) dos valores dispendidos para o funcionamento do legislativo municipal. Um justo temor cidadão é a possibilidade de um crescimento proporcional do (já alto) custo da Casa Mário Guimarães. Mas aí já é outro assunto.