loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

ELEI��ES E ECONOMIA

Ouvir
Compartilhar

As próximas eleições de outubro, para prefeitos e vereadores, representam um ensaio geral para a intensa batalha de 2014 na luta pela presidência da República e demais instâncias de poder, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Ao que tudo indica, caso não surjam graves fatores desestabilizadores, o governo federal deverá reforçar sua base política institucional, preparando, assim, as condições e o terreno para o grande confronto com as oposições no pleito seguinte. Mantida a alta popularidade da presidente da República, com a aprovação de mais de 70% dos brasileiros, tudo indica que ela deverá influenciar na vitória dos seus aliados na maioria das capitais, grandes e médias cidades. Caso isso se concretize, a resultante será a total fragilização da oposição, que já se encontra combalida, desprovida de uma plataforma ou discurso que leve a ampliar a sua base social de apoio. Mas o governo federal tem um sério desafio para o futuro próximo, que será reverter as consequências negativas da crise econômica capitalista global que incidem na economia brasileira, reduzindo gravemente as taxas de crescimento do produto interno bruto nacional. O diagnóstico de vários economistas respeitáveis do País aponta para um processo de desaceleração dos indicadores que sustentaram o atual ciclo de desenvolvimento da nação e possibilitaram o fortalecimento do campo político do governo federal por meio do otimismo da população e suas perspectivas de vida. Principalmente com a emergência de milhões de brasileiros que saíram das faixas de pobreza, onde se encontravam indefinidamente, para novos patamares sociais, favorecendo o acesso dessas camadas ao consumo. Mas os números demonstram que o modelo econômico centrado fundamentalmente no consumo já não responde, como nos governos Lula, aos efeitos danosos da crise econômica mundial, porque a capacidade de endividamento da população encontra-se saturada. Significa, também, que esse modelo encontra-se superado, esgotado, precisa ser substituído urgentemente por uma nova política de longo curso que reverta o sucateamento do parque industrial, promova investimentos pesados em infraestrutura, educação, saúde, ciência e tecnologia. Assim, o futuro da presidente Dilma em 2014 vai estar associado à materialização de um novo ciclo de desenvolvimento nacional estratégico.

Relacionadas