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Opinião

Mais uma esperan�a sob risco de naufr�gio

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Depois da reunião da bancada federal alagoana com a ministra do Meio Ambiente, foi reacendida a chama da esperança alagoana para com a construção do Estaleiro Eisa no Estado. O problema não está resolvido, porém. A definição de ?um novo local? para o empreendimento pode ter o mesmo efeito do bombardeio do Ibama contra a obra. Um estaleiro, para se instalar, precisa de um conjunto de condições naturais ? ter mar à disposição não basta. A área anteriormente escolhida seria a mais apropriada para o empreendimento ? e isto está sendo repetido desde os primeiros debates. Desde os embates iniciais, ficou evidente o tratamento discricionário dado (contra) ao projeto alagoano. Sempre é bom repetir que, no resto do Brasil, as licenças ambientais para estaleiros estão na alçada dos órgãos estaduais do meio ambiente. O estaleiro previsto para Coruripe singrou os mesmos mares burocráticos navegados (em paz) pelos demais (inclusive os de Pernambuco), mas recebeu aí, na largada, o primeiro torpedo. Já na alça de mira do Ibama, o Eisa/AL foi bombardeado pela segunda vez. E não se vexou aquele órgão federal de expor uma argumentação solidamente ridícula, a famigerada ?atração de favelas?(!). Enfim, o mais novo petardo foi o da condenação do local até então escolhido para a indústria. Vamos a um novo sítio, portanto. Espera-se que o Ibama não recomente o açude da Carangueja... Novamente, Alagoas vai perdendo uma esperança de diversificação econômica. Oxalá esse torpedeado possa voltar à tona.

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