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CENTEN�RIO DO PE. TE�FANES DE BARROS

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Era o dia 6 de fevereiro de 1939 quando o jovem Padre Teófanes, orientado, estimulado e em parte financiado pelo tio Monsenhor Luiz Barbosa, inaugurava, na Rua da Boa Vista, o Colégio Guido de Fontgalland. Daquele momento em diante, esse notável educador nunca mais teve descanso, trabalhando arduamente pela educação de gerações de jovens alagoanos. O Guido foi crescendo, passando pela Rua do Comércio até chegar onde ficou, o conhecido Velho Casarão de todos nós, seus ex-alunos. E o pe. Teófanes, já cônego, não parou de sonhar, sonhos grandes para a educação em Alagoas. Criou a Faculdade de Filosofia e o Cesmac, hoje uma instituição de ensino que já transformou milhares de jovens em pessoas realizadas profissionalmente. Ao completar 87 anos, o nosso estimado pe. Teófanes assistiu à transferência do velho Guido para a orientação do Cesmac. Entrei no Colégio Guido em 1944 e, em 1945, ao término da 2ª Guerra Mundial, eu realizava ali a minha primeira comunhão. Naquele Velho Casarão, passei 11 anos da minha vida. Foi lá, naquele ambiente simples, que iniciei as minhas primeiras incursões pelo mundo das letras e dos algarismos. Os irmãos do padre quase todos ensinavam no Guido, dos quais destaco d. Teônia, sempre tranquila a nos oferecer conhecimentos da Língua Portuguesa. Havia, no colégio, aulas de Moral e Cívica, o hasteamento da bandeira brasileira uma vez por semana e os famosos grêmios literários, onde desenvolvíamos nossa capacidade oratória e tomávamos conhecimento dos grandes nomes da literatura brasileira. Isso tudo sobre a supervisão do pe. Teófanes, que servia de juiz para os melhores trabalhos, estimulando aqueles menos estudiosos para que galgassem pontos de vantagem. Hoje, se vivemos sob o mesmo céu, já não vivemos no mesmo mundo. Diferentes, tão diferentes são os costumes, tão esquecidas estão as tradições em nossos dias, que já não sabemos se essas evocações do passado nos trazem saudades ou tristezas. Ficávamos de pé quando os professores chegavam à porta e só sentávamos quando eles mandassem. Era uma questão de respeito ao velho mestre. Lembro-me de um trecho de Machado de Assis quando afirma: ?Que as palmas, as lágrimas, a vida, tudo isso acaba quando fecha a cortina do palco. O que fica daquele que sonhou e batalhou pela felicidade dos outros é a mão que ele estendeu?. Sou um dos milhares de ex-alunos do Colégio Guido. Tanto eu como os demais somos conscientes e gratos ao grande educador que nos deu a nossa formação cultural e não podemos deixar de reconhecer que, nessa longa caminhada, tudo só foi possível graças aquele pequeno feixe de luz que o pe. Teófanes um dia nos colocou nas mãos.

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