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Opinião

Unidos por Alagoas

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O ciclo de divergências políticas (e até pessoais), que ocorreu no passado entre os integrantes da bancada de Alagoas no Congresso Nacional, foi encerrado. Vivemos hoje um novo tempo. A maturidade alcançada decorre em muito do desejo de cada deputado federal e cada senador ver o Estado soerguer-se e voltar a ombrear com as unidades da federação mais avançadas. Exemplo claro disso ocorreu segunda-feira, em Maceió, quando a bancada mais uma vez se reuniu para discutir os problemas da área de saúde, notadamente no que se refere ao tratamento dispensado pelo governo federal aos alagoanos. O tratamento é discriminatório e precisa ser revisto ? recebemos menos recursos para efetuar procedimentos semelhantes (o mesmo tratamento oncológico que ocorre, por exemplo, em São Paulo, e aqui, Alagoas, tem pagamento diferenciado, como se o nosso doente não tivesse o mesmo grau de importância). É bom frisar que não estamos apontando nenhuma intenção malévola da União com relação a Alagoas ? outros estados passam por situação similar -, mas o Ministério da Saúde resiste em rever conceitos implantados em momentos outros que não o ambiente democrático que vivemos agora. A reunião concluiu: o problema é, principalmente, político. Daí, a necessidade da bancada marchar unida. Um encontro está sendo agendado com o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ao lado de técnicos da área vamos expor detalhadamente de que forma a saúde vem sendo subfinanciada e quais alternativas viáveis para resolver o problema. Temos certeza que chegaremos a um consenso que contemple o que preconiza o governo federal e não penalize estados e municípios. Na qualidade de coordenador da bancada, nossa responsabilidade é grande, mas a tarefa é plenamente exeqüível, já que cada membro externou primazia pela resolução ? não há óbices. O quadro atual, por conseguinte, aponta um futuro promissor. Há outros problemas que vão requerer a atenção total de deputados e senadores; e não nos furtaremos em convocá-los para defender Alagoas. Paralelamente, vamos continuar defendendo uma revisão no pacto federativo. Muitos dos problemas que estados e municípios atravessam decorrem dessa relação, por vezes, anômala, entre os entes. E nesse caso, o elo mais fraco da corrente sofre mais: há aumento de atribuições sem que ocorra a justa retribuição. Precisamos que o pacto seja bom para todos. É isso que faz uma nação.

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