Opinião
Momento do voto e hora da seguran�a
Com se sabe, não são poucos os problemas da insegurança pública em Alagoas. O mais novo plano voltado para o enfrentamento dessa tragédia, nas primeiras avaliações, aparenta resultados positivos, mas ainda é cedo para festejar, pois os dados iniciais, se isolados, produzem normalmente avaliações enganadoras. Mas toda Alagoas torce e trabalha para que dê certo este esforço pela restauração de um mínimo de segurança pública. Como a todo plano que se preze, o atual planejamento deve ter destacado as prioridades e as recorrências mais usuais. E a recorrência de crimes na temporada de caça ao voto é algo, desgraçadamente, tradicional em nosso Estado. Numa rápida passada d?olhos pela nossa história localizaremos fatos tenebrosos como o fuzilamento dos aliados de Arnon de Mello na cidade de Mata Grande, no dia da eleição de 1950; o conjunto de intimidações e violências físicas que marcaram o poder político e eleitoral de Silvestre Péricles na década de 40... e, nos tempos em curso, ainda sofremos dessa chaga aberta como pode ser confirmado no assassinato do vereador Luiz Ferreira, na cidade de Anadia (só para citar apenas um exemplo). Resolver atritos políticos na força bruta é uma tendência criminosa que, obviamente se extrema em tempos de eleições. Sabemos, por experiência própria, como essas coisas tendem a ocorrer em nosso Estado. E mais, sabemos que, numa inovação introduzida há poucas décadas, cresce substancialmente o número de assaltos, alcançando numerários mais expressivos, nesta época. De muita coisa sabemos por nosso próprio sofrimento. Estamos num bom momento para mudar essa sina vergonhosa. Nesta hora, com o apoio decidido e decisivo do governo federal, com a integração entre os poderes públicos, sob a vigência de um plano estrategicamente concebido para vencer as principais mazelas da insegurança pública e privada que assola Alagoas, é hora de ajustar contas com um passado escabroso que teima em não passar e que tem de ser jogado ao lixo.