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AS DROGAS E A POPULA��O CARCER�RIA

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Alguns estudos mostram que o uso, abuso e dependência de substâncias psicoativas em populações carcerárias são considerados extremamente altos, trazendo grande impacto na vida de seus usuários, assim como custos elevados para a saúde pública. Associados ao uso de substâncias estão também comportamentos sexuais de risco, que aumentam chances para infecções sexualmente transmissíveis (IST) e HIV, Hepatite B e C, e aglomerações, expondo essa população em particular ao risco de tuberculose (TBC). Muitos são os estudos internacionais que abordam essa questão, propondo estratégias medicamentos centrados sobretudo no tratamento da heroína e em medidas de penas alternativas para essa população, o que de certa forma é ainda distante da realidade nacional, porque a heroína não é a principal droga de abuso no nosso País. É uma pena que no Brasil não existem estudos principalmente representativos, da extensão da dependência química no sistema prisional brasileiro. Porém não é difícil supor os possíveis entraves para condução de estudos dessa magnitude, que poderiam revelar contextos de violação de legislação e corrupção. As notícias são ainda informais e pouco científicas, oriundos tanto de mídias sensacionalistas quanto daqueles mais jornalísticos. Talvez o leitor possa ter uma visão mais ilustrativa dessa problemática de drogas em populações carcerárias brasileiras lendo o livro Estação Carandiru ou assistindo ao filme baseado nessa obra literária, intitulado Carandiru, no qual o médico Draúzio Varella apresenta o dia a dia do sistema carcerário de mais de 7 (sete) mil detentos. A droga e o álcool são, sem dúvida, dois personagens entre tantos outros ali retratados. O que se pode extrair das lições aprendidas em outros países que de forma sistemática rastreiam o abuso de drogas entre populações carcerárias e propõem estratégias de desintoxicação e prevenção de recaídas é que o custo beneficio dessa intervenção nesse ambiente e relevante por diminuir custos para a saúde e proporcionar dignidade ao prisioneiro.

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