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Opinião

Ainda a fome

O Nordeste já aparecia no Mapa da Fome, em 1993, com índices extremamente elevados de indigência, tendo como conseqüências mais graves a fome e a desnutrição que permanecem bastante severas, principalmente nas comunidades da zona rural. E não é preciso se

Por | Edição do dia 17/10/2002 - Matéria atualizada em 17/10/2002 às 00h00

O Nordeste já aparecia no Mapa da Fome, em 1993, com índices extremamente elevados de indigência, tendo como conseqüências mais graves a fome e a desnutrição que permanecem bastante severas, principalmente nas comunidades da zona rural. E não é preciso ser especialista para saber que a realidade da região seria outra, se não fossem as políticas distorcidas adotadas ao longo dos anos, com recursos insuficientes para o atendimento das necessidades da maioria da população. A falta de prioridades para a implementação de programas de incentivo ao homem do campo. E o pior, a prática de medidas que sustentam o fisiologismo, o clientelismo e o assistencialismo. É verdade que os bolsões de miséria também aumentam nos países mais desenvolvidos. Porém os resultados continuam os piores possíveis nas economias fragilizadas, nos países mais afetados pelas diversas causas das desigualdades, entre as quais se destaca a má distribuição das riquezas, os altos índices de analfabetismo, além de outros fatores. Há um bom número de programas de combate às mazelas sociais, como a fome no País. Mas ainda não temos motivos para admitir que têm sido bons os resultados dos apelos feitos pelos diversos segmentos da sociedade por efetivas melhorias das condições de vida de expressiva parcela dos brasileiros. Que estamos entre as populações que já contam com os benefícios no que diz respeito à segurança alimentar e nutricional, na sua exata definição. Com garantias de alimentos básicos de qualidade, em quantidade suficiente, de modo permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, com práticas alimentáveis saudáveis. E de proporcionar uma existência digna em um contexto de desenvolvimento integral do ser humano. As providências nesse sentido, lógico, devem ser suficientemente abrangentes. Inclusive, os aspectos em relação aos recursos naturais, a uma série de questões sociais, econômicas e culturais que passaram a ser objetos das maiores preocupações dos governantes e especialistas nas mais recentes cúpulas mundiais.

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