Opinião
O VOTO DESVALORIZADO
A cada dois anos, o regime democrático nos chama para cumprir a missão de votar. Escolher os candidatos que vão exercer o poder para o próximo quadriênio. Não é tarefa fácil em razão dos múltiplos motivos que envolvem o dia a dia do processo. Teoricamente, comentar política parece coisa corriqueira para alguns, mas o difícil mesmo é conseguir obter resposta clara, objetiva ante tanta polêmica que ela incita. Numa população de mais de 3 milhões de habitantes como Alagoas, poucos se interessam, a maioria foge do tema como o diabo da cruz. É assim no País inteiro. A omissão é a maior responsável pela eleição de tantos imprestáveis que se elegem e depois transferem para os seus filhos o legado da malandragem. Eles trazem para os gabinetes o DNA com o forte odor da corrupção, vinculados a interesses de minorias. Logo cedo aprendemos que a política é a arte de governar, é estar no poder para defender os direitos da cidadania. É fundamental na vida do cidadão para a construção do bem social da população. Maceió e mais 120 municípios alagoanos vão para uma nova eleição onde os riscos de prevalecer o continuísmo são eminentes, e muitas as possibilidades dos predadores retornarem às antigas funções ou elejam seus cães de guarda para permanecerem controlando pela guia o território de domínio. Não cremos em mudanças significativas, expressivas, apesar da Lei da Ficha Limpa. Nem por isso podemos deixar morrer a esperança do rejuvenescimento das pessoas e do modelo de se fazer política, apostando nos jovens que entendemos probos capazes de uma virada espetacular. Basta de retrocesso! O passado que nos fez infelizes temos que jogar no lixo e atear fogo para não deixar vivo o risco da volta. É hora de o eleitor abandonar o vício de acreditar nas mentiras e promessas ilusórias de candidatos inescrupulosos. Largar o vício de vender o seu voto, afinal é criminoso quem compra e quem negocia a sua consciência. Político que compra voto não tem compromisso com o ?tolo? do eleitor. Desprezar o vício de achar guardião para o seu título, o vício de eleger viróticos que disseminam pobreza e injustiça social neste Estado semianalfabeto onde o povo não valoriza a qualidade do voto.