Opinião
GREVES E INTOLER�NCIA
Os sucessivos movimentos grevistas em quase todos as atividades neste País, agora com mais força diante da insatisfação dos professores mostra que os governos, (com destaque para o federal), mostram-se intolerantes e, somente após a constatação dos enormes prejuízos que as paralisações trazem para o desenvolvimento em todos os níveis, é que as autoridades responsáveis acenam com propostas quase sempre recusadas. Hoje, quando deveria ser coerente (máxime em tendo sido eleito Senador com expressiva votação), torna-se um ferrenho opositor da justa reivindicação da categoria. Os argumentos para negativa do pleito são os mais ridículos e inaceitáveis possíveis, tais como: crise na Europa; necessidade de atendimento a outras postulações de servidores, ao tempo em que, juntamente com a ministra do Planejamento, em entrevista tensa, lança críticas a sindicalistas e fala em cortes de despesas, para não prejudicar os projetos do governo. Não percebi qualquer vontade desses ?patriotas? de plantão, em anunciarem redução de dispensáveis ministérios e órgãos, criados justamente para satisfação de projetos pessoais, além das excessivas despesas com cartões corporativos; viagens sem nenhum sentido prático para nossa economia e outros penduricalhos que, induvidosamente, geram forte impacto no orçamento público. Geralmente, quem paga a conta de gastos supérfluos, somos nós mortais, onerados com pesadíssimos impostos. Impressiona a maneira entusiasmada como autoridades da cúpula da Receita Federal, divulgam os números em bilhões de reais com a arrecadação de tributos, porém não vemos a contrapartida, o retorno em educação; saúde; segurança; estradas; Aeroportos, etc, etc, etc. Acerca deste último item, notícias e propagandas enganosas, buscando consolidar a realização dos eventos esportivos anunciados são plantadas em jornais, rádios e televisão, massificando os incautos, com o intuito de justificar uma potencialidade do Brasil, que se mostrou grande em extremo, na ótica do ex-presidente Lula. Vejam que absurdo: apesar da existência da Infraero, for am criadas a Anac, Agência Reguladora ( que não regulada nada, como outras que são cabides de emprego), e uma Secretaria de Aviação Civil a nível de Ministério e, por cima, contrata-se uma grande operadora de Aeroportos. Como negar reajuste a professores, médicos e outras categorias, se recursos para tais despesas não faltam?