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As olimp�adas e o ouro do amanh�

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Começamos bem as Olimpíadas 2012. Especialmente no quesito brasileiras: 5x0 da seleção feminina de futebol contra a primeira adversária, Camarões. O time masculino também ganhou o primeiro jogo, mas a diferença de apenas um gol minou o brilho do time de Mano Menezes. Porém, na modalidade esportiva mais popular entre nós, o início foi mui positivo. Noutro campo dos mesmos Jogos, a presidente Dilma Rousseff também marcou seus tentos, sendo recebida pelo primeiro-ministro britânico, James Cameron, e lançando a campanha para as próximas Olimpíadas. Houve quem criticasse coisa ou outra da agenda e do estilo Dilma de ser presidente, mas o saldo foi-nos igualmente positivo. De sua fala, a frase mais badalada foi: ?Nós saudamos essas Olimpíadas que são, sem dúvida nenhuma, a melhor Olimpíada já realizada até agora. Nós do mundo temos sempre que fazer a última Olimpíada ser a melhor de todos os tempos?. Como promessa é dívida, interessa especialmente a nós, brasileiros, que a palavra da presidente seja cumprida. Afinal, serão os moradores do Brasil os principais beneficiados com a realização de uma excelente Olimpíada aqui, pois para que tal máxima se realize será necessária a realização de obras essenciais para todo o País. Aos brasileiros interessa o cumprimento do planejado para os Jogos (e para a Copa); isto significa uma radical transformação em termos de infraestrutura, com modernização de estradas, aeroportos, sistemas de segurança, hotéis... Afinal, o que serve ao turista atende, primeiro, ao nativo. Como pode se ver em Londres, e em todas as cidades-sede de Olimpíadas, é monumental o volume de negócios girados em torno do evento. Milhares de empregos são criados, novas fontes de renda surgem como que do nada. Cumprir o prometido não é questão apenas de aparecer bem na fita para o estrangeiro. Fazer o dever de casa, nesses casos, é um gesto em prol do brasileiro, em primeiro lugar. Começamos bem, em Londres. Mas precisamos melhorar daqui para a frente.

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