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Opinião

NOVEL ECONOMISTA

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Em maio de 2011, sob o título Filhos indesejados, comentando nossa insegurança, citei Steven Levitt, ganhador do prêmio bienal de melhor economista com menos de quarenta anos, em 2003, nos EUA e seu livro Freakonomics (Elsevier/Campus). Nada ortodoxo, Levitt foi pesquisar as causas da queda da criminalidade entre 1990 e 2000 em seu país e concluiu ser motivada pela rejeição de jovens americanas pobres, negras, viciadas em álcool e drogas em gerar filhos indesejados. Serviu-lhe como base o emblemático processo na Suprema Corte entre a jovem Roe e o promotor Wade, em 1973, que resultou na adoção oficial do aborto, naquele ano, nos EUA, evitando o nascimento de crianças que, sem afeto e lar, seriam certamente levadas à criminalidade vinte anos após. Findei o artigo afirmando que o nosso caso não seria de polícia nem legalização do aborto, e sim de políticas sociais e educacionais sérias, extinguindo a miséria extrema. Que temos atualmente? Primeiro, um plano de combate à criminalidade que não poderá ser suportado por um Estado pobre durante muito tempo, ainda mais quando a republicana (?) parceria impõe-nos quase 73% dos gastos. Sim, gastos, por não se estar atacando as causas, e sim os efeitos. A responsabilidade maior pelo atual quadro, que não é só local, cabe inteiramente ao governo central. Esclarecedora a reportagem de Veja sobre o assunto. As estatísticas mostram a equiparação entre Estados pobres. Entre nós, sabe-se que os crimes, em sua grande maioria, vêm do tráfico de drogas. Drogas essas que não produzimos, mas que aqui chegam após entrar em nosso País pelas fronteiras, portos e aeroportos. Segundo, reportando ao problema da natalidade, estamos na contramão do que se prega no mundo atualmente. Além da distribuição de bolsas que incentivam a malandragem, criou-se outra, de nome Carinhoso, encorajadora à natalidade, ao invés de voltar os olhos para o controle da mesma. Pagam-se R$ 70 para a parição de cada criança, irresponsavelmente. Por isso estranharmos a declaração da presidente Dilma Rousseff, típica do seu antecessor, na qual minimiza as críticas aos resultados pífios da economia brasileira. Afirmou não ser o Produto Interno Bruto de grande importância, e sim aquilo que se pode fazer pelas criancinhas. Até para sua política populista, necessita da arrecadação advinda do bom desempenho da economia. Talvez a nossa ?novel economista? mostre-nos como é possível distribuir riquezas sem que as produza.

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