loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

O TR�NSITO E OS ALUCINADOS

Ouvir
Compartilhar

Lembrei, de certa feita, que a divisão clássica do corpo humano em cabeça, tronco e membros, que data de antigas eras, está sendo substituída nas cidades por uma classificação automotiva: cabeça, tronco e automóvel. Lembra necessidades das cidades onde o número de veículos é cada vez maior. Acrescento: quando a velocidade ultrapassa limites regulamentares pode evoluir para uma estranha classificação: cabeça, tronco, cadeira de rodas ou passagem à eternidade. Isto devido às loucuras do trânsito atual e irresponsáveis no volante de automóveis. As alucinações são consequências do comportamento antissocial de alguns condutores traduzidas em velocidades excessivas, consumo de álcool, de drogas, descuidos e desobediências às leis do trânsito. Apesar de o Código de Trânsito ter tido avanços e retrocessos como a controvérsia do uso do bafômetro, atentem para esta cena que vou descrever. Contou-me um amigo o fato que vou narrar. Numa faixa de pedestre uma senhora de 50 anos, de boa aparência, espera atravessá-la. Minutos passam, mais minutos, e afinal dois automóveis param: ela atravessa a meia pista e como os carros que vêm em sentido contrário já diminuem a marcha, ela inicia a travessia da outra metade da faixa de pedestre. Repentinamente, um automóvel vem de trás, dispara e invade violentamente a pista, atropelando a referida senhora. Gritos dos que assistem a cena. O motorista criminoso não para e segue como se nada tivesse acontecido. A mulher fica caída no asfalto, dezenas de mãos ajudam a levantá-la. Chega o SAMU. Ela morre algumas horas depois. O criminoso não identificado deve continuar fazendo outras vítimas. A frota de veículos de Alagoas aumentou 300% na última década. Maceió abrigava em 2002 cerca de 74 mil automóveis; dez anos depois esse número já ultrapassa 240 mil veículos. Se havia problemas no passado, eles se multiplicaram. Para os que necessitam de ônibus a situação é grave: superlotação, desconforto, calor, tarifas altas e congestionamentos. Apesar da duplicação de faixas, novas vias abertas, mudanças nos trajetos, o rush das 17 às 19 horas é rotina enervante. Maceió deve repensar esse tema. E principalmente o de educação no trânsito, como indispensável e permanente, fiscalizações e punição mais severa aos reincidentes. De resto, vale a pena solicitar a proteção do Altíssimo.

Relacionadas