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O alerta da magreza das medalhas

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Triste, muito triste, foi a despedida das meninas do futebol brasileiro dos Jogos Olímpicos 2012. Despachadas pelas nipônicas, fecharam de forma lamentável a participação da seleção que era favorita para o pódio, onde havia tido presença garantida nas Olimpíadas anteriores. Uma pena para a equipe estrelada por nossa grande Marta. Mas esporte tem disso mesmo. O importante, além de competir, é que as brasileiras jogadoras de futebol comprovam diariamente sua força e obstinação em vencer numa modalidade onde o apoio é mínimo. Mas, mais triste ainda é a performance brasileira ? pelo menos até o momento no qual este comentário é escrito. Às 18 horas da sexta-feira, o Brasil amargava um medíocre 21º lugar no ranking geral das medalhas conferidas em Londres, com meia dúzia de medalhas (uma de ouro, uma de prata, quatro de bronze). Em termos de Brics, nem adianta comparar com a China, esta disputando medalha a medalha a liderança geral com os Estados Unidos. Nem tem graça buscar o ombro da Rússia, que, mesmo longe da performance soviética, amealha 23 medalhas, na 10ª posição. E a África do Sul? 11º posto, com apenas quatro medalhas, mas turbinada por quatro ouros. Ganhamos (até ontem) apenas da Índia, empobrecida com singelas duas medalhas. A exemplo de nosso tributo ao esforço individual, mesmo na derrota, posto ser indispensável reconhecer os méritos dos atletas brasileiros, devemos aplaudir todos que se dirigiram a Londres com o coração cheio de esperança. São todos vitoriosos. Mas devemos elevar o tom da crítica à política brasileira para os esportes. Manquejamos nesta senda de descaso há muitas décadas, sempre menosprezando a preparação em massa da base de atletas. Inexistem programas de estímulo e incentivo aos esportes (especialmente os olímpicos), política que só pode exitosa se for ofertada desde a infância, especialmente na rede pública de educação. Este desafio nos é cada vez maior. Sediar os próximos Jogos Olímpicos deve nos servir como alerta, como provocação a ser respondida.

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