Opinião
GOD E OS COMUNS MORTAIS
Finalmente, está se chegando à Suprema Verdade. Nunca existiu mensalão. Aquela dinheirama, que escorria livre leve e solta, quase à socapa, nas mãos dos dirigentes e gurus da quadrilha que ?nem rouba, nem deixa roubar?, não passa de fantasias psicodislépticas dos procuradores da República. Pelo menos é o que se depreende das orações dos brilhantes causídicos que ora se revezam no palco do STF, performances de dar inveja a sir Lawrence Olivier (o maior dos shakespearianos). Não poderia ser diferente. Afinal de contas, o chefão é simplesmente o insuperável Márcio Bastos, ou ?God?, como é tratado pelos acólitos. Por sinal, ?God? teria ficado p. da vida quando a linda Alessandra Mendonça (uma prima distante) foi acusada de tentar chantagear o juiz responsável pelo ?caso Cachoeira?. Más línguas, no entanto, atribuem o surto ético de ?God? ao fato de não vir recebendo, regularmente, a gorda bufunfa do contraventor. Há quem diga que o defensor dos oprimidos vinha levando esporros impublicáveis do marido de Alessandra, por continuar preso, apesar do prestígio de ?God?. Comenta-se que o que mais maltrata o nosso pobre Cachoeira é estar longe dos botões da blusa de Alex, hipocorístico de travessuras de alcova da deliciosa priminha, certamente sussurrado sob macios lençóis e soltos travesseiros. Falo de música, Cachoeira e ?God? e logo vem a imagem de personagem de igual estatura: Demóstenes Torres, o incorruptível jacobino do Brasil Central. Depois dele, só um Zé Dirceu tem cacife para competir de igual para igual. Recém-cassado, Demóstenes deu um show de superação. Nesta semana, foi visto a participar de canora noitada num restaurante de Brasília, um point imperdível, onde a nata dos defensores dos mensaleiros comemorava. Dentre outros sucessos, encerraria o recital com uma emocionante canção de Sinatra. Em meio a festins de Baltasar, há ainda quem dê duro nesse País. Não obstante, a crônica anemia em medalhas olímpicas ? retrato do MEC ?, a imprensa tem focado em Touro Moreno, anônimo ex-pugilista que, mesmo sem ajuda oficial, acreditou que poderia transformar seus filhos, Esquiva e Yamaguchi, em campeões de boxe. A cada vitória, Moreno tem sido publicamente lembrado, preito especialmente significativo às vésperas do Dia dos Pais. Tomo carona nessas manifestações. Com a licença dos leitores, presto uma homenagem ao meu saudoso pai, que punha fé que livros e lápis fariam a diferença na vida dos filhos.