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PAI �DOLO E AMIGO

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Hoje é o Dia dos Pais. Dia de reflexão para fazermos uma avaliação se estamos no caminho certo na condução dos nossos filhos. Toda criança precisa, na caminhada da vida, de sentir a presença do pai para poder imitá-lo. Toda criança precisa de pais que, além de provedores de teto e comida, lhes deem amor, que saibam abraça-los e beijá-los. Neste dia em que os filhos homenageiam com alegria seus pais, que eles sejam realmente festejados como próximos, amorosos e ternos. Que os pais e os filhos se conscientizem que o dom da vida é o bem maior a ser celebrado. A vida é um eterno dar e receber, plantar e colher. Que os pais, apesar dos tempos modernos, corridos e agitados, semeiem ternuras e otimismo no seu dia a dia e, com certeza, o Universo trará para você colheitas de carinhos e sorrisos. Os tempos mudaram e educar um filho atualmente passou a ser árdua tarefa. É necessário conhecermos os deveres e os direitos das crianças para vermos até onde estamos certos ou errados. A criança que tem no pai um verdadeiro ídolo, se decepciona, se abate, quando por ele é maltratada. Freud dizia ?que não existe na infância uma necessidade tão grande como a proteção do pai?. É uma pena, mas o mundo vai mudando em termos afetivos. No corre-corre da vida, na luta pela sobrevivência, o pai moderno torna-se muitas vezes nervoso, impaciente, às vezes agressivo e sem ter tempo de beijar, de abraçar, de conviver com os filhos. E então a criança sofre. Estamos vivendo em um mundo confuso, cheio de conflitos, de egoísmo, de violência. A grande responsabilidade, a grande missão dos pais neste século que se inicia, é desenvolver o poder da responsabilidade em seus filhos, mostrar-lhes a importância dos seus limites na caminhada terrena, criar-lhes um cenário de esperança para a continuação de seus anos. Do meu querido e saudoso pai guardo na lembrança de um dia chuvoso lá no Parque Gonçalves Lêdo onde residíamos. Eu tinha meus 10 anos. Ele me abrigou sob o seu velho capote no pé de um eucalipto durante algum tempo. Esta é uma das recordações mais significativas que um filho pode ter: sentir-se abrigado pelo pai. Foi um momento, apenas, mas que me consolou pela vida inteira. Que Deus seja o nosso Pai e abrindo seus braços nos abrigue a todos!

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