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Opinião

O TEMPO � AGORA E N�O PODE ESPERAR

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Como diz a letra de uma música que já não ouço há muito tempo: ?... que os erros de outrora nos façam pensar, que o tempo é agora e não pode esperar?. Que erros e acertos, vitórias e derrotas, contribuam para sentirmos um futuro não muito longínquo, de quatro anos a mais, quando o Brasil sediará os Jogos Olímpicos de 2016. É necessário reconhecer a importância da escolha do País como fator de projeção internacional. Por outro lado, bilhões serão investidos em vilas olímpicas e estruturas físicas indispensáveis para a realização dos jogos. Os investimentos em aeroportos, transportes públicos, entre tantos, serão produtivos. O que se teme é que sejam criados elefantes brancos, inúteis após os jogos, num país de tantas necessidades básicas não atendidas, em que mais da metade da população não vive, apenas sobrevive. Uma expressão latina é traduzida como uma mente sã num corpo saudável. Essa dobradinha aplicada às escolas de níveis iniciais seria de muita importância para o futuro. Há notícias oficiais de uma possível construção de quadras esportivas em 2.800 escolas públicas em todo o País e uma meta a ser alcançada de 6.000 ginásios esportivos em escolas até 2014. Dúvidas surgem; há um ditado popular que diz que esmola grande o cego desconfia. É extensa a ponte a ser transitada entre a teoria e a prática, entre a ficção planejadora e a realidade do dia a dia. Entretanto, ter-se-á de reconhecer a importância do fato. É na quadra das escolas que a criança tem o primeiro contato com o esporte, que pode estimular valores de trabalho em equipe, solidariedade e amizade. E mais: contribuição positiva para a saúde. Uma semana atrás, fiquei de queixo caído de admiração. Uma lituana de apenas 15 anos conseguiu uma medalha de ouro numa disputa de natação. Com esses 15 aninhos, ela superou antigas medalhistas e nadadoras famosas numa prova de 100 metros. Genialidade? Nos Estados Unidos, a Olimpíada é preparada nas universidades. Na década de 1970, o futebol era grego para eles. Convidaram brasileiros para jogadores, técnicos e juízes. De anos para cá viraram páreo duro e estão sempre nas finais dos Jogos Olímpicos. Que o espírito olímpico melhore o nosso astral e expectativas de um país melhor.

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