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A ORDEM (DEVERIA SER) DOS ADVOGADOS DO BRASIL

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?O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei?. O enunciado do art. 133 da Constituição Federal dá a exata dimensão da importância do papel institucional desempenhado pelo advogado na administração da Justiça, mas somente o exercício efetivo da advocacia é capaz de mostrar que, na prática, os advogados travam lutas diárias para conseguir que lhes sejam respeitadas as mínimas garantias profissionais. O simples ato de tentar estacionar o carro nas imediações do TJ já nos dá uma noção desse desrespeito. Enquanto juízes e serventuários têm vagas de estacionamento, amplas e muito próximas da sede do Poder Judiciário, sempre guardadas por policiais militares em inequívoco desvio de função, os advogados são obrigados a andar enormes distâncias para ter acesso àquele prédio, pois simplesmente não há vagas disponíveis para eles, ?indispensáveis à administração da justiça?. Os avisos escritos afixados nos cartórios das varas judiciais, informando que o juiz somente atende aos advogados em determinados dias da semana, e em horários igualmente predefinidos, nos remete à triste constatação de que há uma presunção de que os profissionais da advocacia nada têm de importante ou de urgente para tratar. Na maioria das vezes, o que temos para pedir é apenas que deem andamento aos processos. Apesar de seu papel institucional de fundamental importância na história republicana do País, sinto que a OAB esqueceu-se de que ainda é a entidade de classe dos advogados, e como tal, deveria zelar pelo respeito às nossas prerrogativas. Uma classe de advogados enfraquecida não pode atuar com a altivez e a independência de que depende, também, o nosso próprio cliente. Por razões como estas, resolvi apoiar a candidatura de Welton Roberto à presidência da OAB, uma vez que nele reconheço a figura do advogado independente e corajoso, e que não tem a preocupação de agradar ao exigir respeito ao pleno exercício profissional da nossa classe. Sua candidatura já conseguiu o extraordinário feito de agrupar um grande contingente de advogados em favor de uma causa comum que deve ser defendida. O ideal que nos une é transformar a OAB numa entidade de classe forte e divorciada de pretensões político-partidárias. A Ordem deveria ser dos Advogados do Brasil. Pena que ainda não o é, mas tem tudo para voltar a ser!

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