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O Brasil de hoje: a��es e rea��es

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Emblematicamente, a conjuntura brasileira se viu representada nas cenas alagoanas por ocasião da visita da presidente da República ao Estado. De um lado, Dilma, com seu dinamismo característico, deu mais uma demonstração da ousadia de seu governo em entender a iniciativa privada como parceira real, objetiva, produtiva e indispensável na construção do novo Brasil aspirado por todos. Sintomaticamente, a presença da chefe do Poder Executivo no Estado com os piores índices sociais do Brasil deu-se como prestígio a um significativo investimento feito por um dos grupos industriais mais expressivos do Brasil. É um aplauso presidencial ao gesto de alocar mais recursos privados em áreas estratégicas. De quebra, bate palmas também para o fato desse aporte de recursos privados ter sido feito num cenário como o de Alagoas. Doutro lado, os transtornos provocados pelos protestos (armados por entidades que, oficialmente, seriam ideologicamente mais próximas da opção política da cidadã Dilma Rousseff) reafirmam certo atabalhoamento e falta de rumo dos movimentos sociais brasileiros. A intransigência parece ser o fio condutor entre as inúmeras correntes que dirigem as entidades de grupos sociais em luta por vantagens materiais, desde os sem-terra (que têm ganhado bastante terra, diga-se) até os sindicatos que falam em nome de categorias situadas no topo da lista dos maiores salários concedidos aos servidores públicos. E nova regra se consolida: o suposto direito de, impunemente, tumultuar a vida alheia, inclusive cassando o direito de ir e vir dos demais. Em resumo, temos um governo federal disposto a flexionar alguns de seus mais caros dogmas (como os ?princípios? estatizantes) para garantir que o Brasil continue a crescer de maneira sustentável e, simultaneamente e em contraposição, sofremos da calcificação do ideário orientador da mobilização social, onde o ?olhar para o próprio umbigo? passa a ser o centro de uma política reivindicatória na qual o único objetivo vem a ser o ganho pecuniário puro e simples, independente da realidade e das perspectivas da economia brasileira.

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