loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A dura realidade para quem utiliza �nibus

Ouvir
Compartilhar

Coitado de quem se vê imprensado entre o rochedo e o mar bravio, pois não tem para onde correr ? ou melhor: não tem para onde nadar. Esta tem sido a realidade da população maceioense frente à dantesca realidade do transporte coletivo na capital alagoana. O caos vivido nos últimos dois dias era quadro pintado há tempos desde quando trombaram abertamente as distintas demandas estabelecidas pelas forças vivas (de mercado) que convivem nesse tumultuado nicho. De um lado, os motoristas (e demais trabalhadores no segmento) querem aumentos salariais, do outro, os empresários reclamam ajustes para cima no preço da passagem. De quebra, a área é minada pelo chamado transporte ?alternativo?, isto sem falar noutros tantos componentes a complicarem a existência do transporte coletivo formal: péssimas condições de vias (na periferia), tráfego engarrafado, assaltos... Ou seja, muitos são os nós para o sistema formal de transporte coletivo em Maceió. Um detalhe importante: para o chamado ?alternativo?, nada disso conta: inexistem greves e as próprias leis trabalhistas são igualmente ?alternativas?, assim como as demais normas legais são outras (criadas a bel-prazer) para esse nicho que não para de crescer e se espalhar por todo o Estado, e não apenas na capital. Mas, para quem optou por investir seu capital no transporte coletivo em Maceió, o aperto não é pequeno. Do lado de cá, acocham os trabalhadores acelerando por maiores proventos, do lado de lá, a Justiça freia a pretensão de ajustar para cima o preço da passagem. Faz-se forçoso o reconhecimento da delicadeza, e duplo aperto, da situação dos empresários dedicados ao transporte coletivo. E muito mais forçosa ainda é a admissão da duríssima realidade do público usuário, já apertado pelo atual preço da passagem (na qual incide todo tipo de gratuidade gentilmente concedida pelo poder público) e pela precariedade do serviço prestado quando, em função de greves como essas, é jogado ao deus-dará. Entregue à própria sorte, é quem paga o pato.

Relacionadas