loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Agora � que falta algu�m em Nuremberg

Ouvir
Compartilhar

Não é só no Brasil que determinados veredictos causam frustrações à opinião pública. A recente decisão da Justiça norueguesa, condenando a 21 anos de cadeia o cidadão nórdico Anders Behrning Breivik, é um desses posicionamentos capazes de fazer explodir o sentimento de indignação em quem se preocupa com as questões da segurança das pessoas comuns em qualquer lugar do mundo. Esse condenado, Anders Behrning Breivik, é o assassino confesso de nada mais nada menos que 77 pessoas, trucidadas covardemente, em massa, no ano passado. O criminoso em tela, no dia 22 de julho de 2011, levou adiante uma ação sangrenta contra pessoas que, segundo sua visão, estariam comprometendo a ?pureza de sua raça?. Iniciou o dia explodindo uma bomba escondida numa sede do governo norueguês, no centro de Oslo, matando oito pessoas; em seguida, cumprindo um plano minuciosamente traçado, dirigiu-se a uma ilha onde era realizado um acampamento de jovens socialistas e, escondido na vegetação, passou a alvejar pessoas à esmo, logrando matar, à bala, mais 69. Preso, Breivik justificou seu ato horrendo como uma ação política consciente e deliberada contra defensores da miscigenação de raças (citou o Brasil como exemplo dessa ?degeneração? racial) e como protesto contra o que classificou de ideias culturais estranhas. Recusou terminantemente sua classificação como doente mental, fundamentando as razões ideológicas para seu ?ato heroico? em defesa da cultura branca e nórdica (ariana, em sua ótica). Não satisfeito com tais declarações, fez a saudação nazista toda a vez que foi apresentado nos tribunais. E, pelos 77 assassinatos (não se contam, aqui, os feridos) cometidos em sã consciência, como faz questão de jactar-se, foi condenado a singelos 21 anos. E pensar que nós, brasileiros, reclamamos das injustiças de nosso sistema penal! Efetivamente, como diria Hamlet, ?existe algo de podre?... mas não apenas no reino nórdico donde o sofrido príncipe retirou esta constatação. Hoje, a coisa parece ainda mais putrefata e mais globalizada.

Relacionadas