Opinião
O inevit�vel peso dos reajustes de pre�o
Hoje os alagoanos começam a pagar mais caro pela energia elétrica consumida. A alta, para usuários residenciais, é de 9,10%; já para quem usa alta tensão o choque é maior: 12,61%. E não vale achar graça com a desgraça alheia, pois quem usa alta tensão, no mais das vezes, são empresas. E naturalmente, por simples questão de sobrevivência, mais cedo que tarde, esse plus será, inevitavelmente, repassado para os preços dos produtos e serviços prestados. Assim, ao fim e ao cabo, todos sentirão o choque acima do patamar mínimo. Várias questões importantes vêm à tona com esse aumento no preço da eletricidade. Em primeiro lugar, está a lembrança, para quem quer que tenha se esquecido, da inevitabilidade de ajustes nas tarifas públicas. Mesmo subsidiadas, mesmo com seus reajustes postergados por decisões políticas é-se impossível manter preços congelados por longo tempo quando toda a economia (nacional e internacional) mexe no preço de tudo. Este recado vale para o quanto estamos a pagar pelos derivados de petróleo, por exemplo. O custo do petróleo, balizado pelo mercado global, há tempos, indica que os combustíveis extraídos do óleo de pedra estão defasados em relação aos valores mínimos necessários para que as empresas petrolíferas sigam auferindo resultados positivos. Por enquanto, a Petrobras tem aguentado o aperto, mas esta resistência não pode ser infinda. Daí, é fundamental se preparar: um dia, não muito distante, os preços da gasolina, diesel, querosene... terão de ser nivelados pela média global. Economizar é indispensável. Melhor não se acostumar ao desperdício, esta é a lição deste aumento do dia de hoje. Antes mesmo de você ligar o interruptor de algum eletrodoméstico, lembre-se que coisas como a geladeira, teoricamente, já estão aquecendo sua conta desde a zero hora. Reclame, vocifere contra isto, este é um direito seu. Inalienável. Mas, por mais energético que seja, seu berro não conseguirá alterar as leis naturais da economia. O melhor remédio, para você e para o mundo, é economizar em seu consumo.