Opinião
UMA PAR�QUIA CENTEN�RIA
Junqueiro, em clima de festa, no dia 3 de setembro, comemorou o 1° centenário de sua paróquia ? Divina Pastora ou N. Sa. do Divino Pastor. As comemorações acontecem durante o ano com muita espiritualidade, encerrando com a festa da padroeira, de 23 de dezembro próximo a 1° de janeiro de 2013. E outro centenário se aproxima o da igreja de São Sebastião, inaugurada em 20 de janeiro de 1913. No ano 2000, comemoramos o centenário do cruzeiro, na serra de Junqueiro, marcos indeléveis da igreja de Jesus Cristo na terra dos juncos, e hoje, eclesiasticamente, dos centenários. Outros séculos foram comemorados ou ficaram no anonimato, de Junqueirenses que nasceram e viveram cem anos na mesma cidade, na mesma rua, na mesma casa, na mesma igreja, encerrando a jornada com São Paulo: ?Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.? A criação da paróquia centenária aconteceu em 3 de setembro de 1912, por Dom Manoel Antônio de Oliveira Lopes, segundo bispo de Alagoas e primeiro arcebispo de Maceió. Com a criação da diocese de Penedo, em 3 de abril de 1916 pelo Papa Bento XV, a paróquia de Junqueiro, desmembrada da paróquia de N. Sa. da Conceição de Limoeiro de Anadia, ficou sob a jurisdição eclesiástica de nova Diocese. Há vinte anos, através de pesquisas, descobrimos a data da criação da paróquia em festa. E não foi fácil por falta de acervo histórico, livros de tombo, ata de associações... documentos fundamentais como subsídios para um século de história eclesiástica, nas plagas junqueirenses, incluindo as paróquia de São Sebastião e Teotônio Vilela (filhas), de Cana Brava (neta) e a vila de Bananeira, da Paróquia de São José, em Arapiraca. ?Celebrar é devolver, com alegria e ação de graças, tudo o que recebemos.? ? Frei Vitório Mazzuco Filho (OFM) ? e ?não há dever mais urgente do que o de agradecer.?? Santo Ambrósio E há vinte anos, celebramos o aniversário da Paróquia Divina Pastora, agradecendo, antecipadamente, um século de assistência religiosa à toda comunidade junqueirense; palestras, caminhadas, bandeiras, faixas, fogos, tudo sob toque de sinos; banda de pífano, fanfarra e encerrando com a celebração eucarística. E as comemorações continuam. Todos estão envolvidos, mas no percurso dessa longa jornada, muitas ovelhas se dispersaram do rebanho. Refletindo com Santo Agostinho: ?Na essência somos iguais, nas diferenças nos respeitamos?.