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Energizando a via do desenvolvimento

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Em seu pronunciamento na véspera do Dia da Independência, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a conta da energia elétrica para o consumo doméstico vai ser reduzida em média 16,2% enquanto para a indústria a diminuição será ainda maior, na ordem de até 28%. Isto em 2013. A presidenta (como gosta de ser chamada) foi direto ao ponto desde o início do pronunciamento: ?Estou aqui esta noite para dizer que o Brasil, depois de retirar 40 milhões de brasileiros da pobreza e se transformar na sexta maior economia do mundo, prepara-se para dar um novo salto ? e para crescer mais e melhor?. E, convenhamos, esta é a questão central para qualquer incentivo redutor de preços públicos. A responsabilidade do gestor público exige posicionamentos centrados na sustentabilidade dos sistemas de serviços prestados e preços cobrados. Quando o foco é o filantropismo o resultado é danoso, senão trágico. A redução dos preços cobrados pela energia fornecida, sem que tenha sido inventado algum processo produtor de eletricidade radicalmente mais barato, só pode ser justificado como plataforma para dali ser dado um salto, para que o País venha a ?crescer mais e melhor?. Neste aspecto, é reconfortante a informação de que a energia que move as indústrias e gera empregos será menos pesada em 28%. Embora não seja a mais simpática das notícias, posto a redução da conta doméstica ser muito mais impactante junto a opinião pública, a diminuição da conta fabril é a novidade mais alvissareira do anunciado. Assim como no caso da redução do IPI para automóveis, materiais de construção e itens da chamada ?linha branca?, este significativo alívio para as indústrias no peso de um insumo primordial deverá ser acompanhado de compromissos firmados transparentemente e voltados não só para a manutenção de empregos, mas também a incrementos a serem alcançados pelas fábricas em produtividade, avanço tecnológico e competitividade. Este é o único caminho para que a anunciada medida venha a iluminar o crescimento brasileiro e não eletrocute nossa economia.

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