Opinião
GUERREIROS DAS PRERROGATIVAS
Diuturnamente, o advogado é violado no seu sagrado direito de estar lutando, também, por dias melhores na Justiça. A essencialidade da advocacia insculpida no artigo 133 da Carta-Mãe do Estado Democrático Brasileiro acaba agonizando e implorando respeito. Aos que se subvertem ao impiedoso tratamento o rótulo de encrenqueiro, destemperado, brigão, arengueiro é logo imposto por aqueles que, aos olhos do poder, querem se fazer ou parecer bonzinhos para não atrapalhar o mal funcionamento da pesada máquina que anda a passos letárgicos. Fazer-se respeitar e exigir o tratamento paritário acabou sendo conduta vedada. Juízes que não recebem advogados, assessores que na translúcida relação de falsa divindade também se acoimaram no direito de marcar hora para ouvir os ?queixumes? daqueles que deveriam ser tratados, no mínimo, com a dignidade que a honrosa profissão da advocacia lhes talhou. Cartazes alocados com expressas determinações de proibição de acesso aos advogados, quando promotores transitam livremente nos cartórios em verdadeiro desequilíbrio no tratamento que as partes gozam nos textos legais, proibição de acesso aos autos, ou quando muito folhear 20 volumes no balcão do cartório para que em exercício de memória de elefante possam gravar tudo aquilo que os autos denunciam, são exemplos cotidianos. Serventuários, delegados, promotores, agentes penitenciários, enfim, um feixe de servidores públicos que no descumprimento mor de suas funções de bem servir acabam castigando o advogado por ser ele a mola propulsora do trabalho da Justiça. Deve-se ressalvar que não estamos aqui dizendo que todos são assim. E ainda bem que não são. Mas uma grande parcela acaba deflagrando contra a advocacia uma ira incompreensível no trato de urbanidade e lhaneza que deveriam ter com os príncipes dos fóruns, já que de tantas ?majestades? somos nós obrigados a reverenciar no jargão formal da linguagem forense. Por isso que hoje formamos um exército de guerreiros que, cansados de serem vilipendiados em seus direitos constitucionais e prerrogativas profissionais, trabalharão dentro da OAB/AL para que ela, a nossa casa, se volte e se devote aos seus verdadeiros filhos, os advogados e advogadas que sustentam seu escudo, sua honra e ostentam suas glórias, porque daqui para frente a prerrogativa será a ordem!