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Opinião

Como recuperar tanto tempo perdido?

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Enfim, findou a greve 2012 na Ufal. 120 dias desperdiçados. Pelo anunciado, as aulas serão retomadas ainda nesta semana e a previsão de término do segundo semestre deste ano situa-se em meados de abril de 2013. No caso alagoano, além da motivação pecuniária, merece destaque a cobrança, ao governo do Estado, do deslocamento das proximidades do Campus Arapiraca da penitenciária vizinha. A peleja salarial local não terá, naturalmente, desfecho diferente do decidido nacionalmente, apesar das bravatas. Mas circulam no ar boatos de que, desta vez, o governo federal tomará alguma providência face aos desmandos, talvez até abandonando a velha política de financiar as greves. Mas, por ora, são só palavras. A luta do Campus Arapiraca, esta sim, merece uma atenção especial aos compromissos que possam ter sido conquistados em função da paralisação. O paliativo apresentado, da futura edificação de um muro (com verbas federais, assinale-se) separando as celas das salas de aula, nasce com toda pinta de falsa solução. Pelo anunciado, erguer-se-á entre o Campus Arapiraca da Ufal e o Presídio de Segurança Média Desembargador Luís Oliveira Sousa um muro com seis metros de altura. O acordo alcançou ainda o detalhe de determinar a colocação de uma ?cerca navalhada? no alto da muralha, além da previsão da presença de ?uma guarnição da Polícia Militar nos três turnos?. Mas é de se perguntar: Se o presídio de segurança máxima (construído com verbas federais, assinale-se) de Maceió é palco de recorrentes evasões subterrâneas, será que a cadeia autodeclarada como ?de segurança média? estará indevassável ao artesanato de túneis? E o que fazer frente à hipótese das rebeliões? Não seria o caso de um compromisso diferente, onde se garanta a transferência definitiva de um ou de outro vizinho? Enfim, dessa greve pouca ou nenhuma conquista emana. Quiçá o drama do Campus Arapiraca possa ser melhor respondido depois. No mais, como dantes, os estudantes e a sociedade pagam o pato. Desperdiçou-se um tempo precioso.

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