Opinião
UMA TEM�TICA E MUITAS DISCUSS�ES
Numa viagem à vizinha cidade de Recife sintonizei um canal radiofônico onde estava sendo discutido um tema do gosto popular: dinheiro traz felicidade? Reunia três debatedores de origens diferentes: um médico, um advogado e uma cantora. Resumindo as opiniões ouvidas: se o dinheiro não traz felicidade, bem que ajuda. Mas algumas perguntas ficaram sem resposta: por que nos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca), onde existem as melhores condições de vida do Planeta, há altos índices de suicídio entre os jovens? Outro exemplo dado. Cristina Onassis, filha do bilionário grego Aristóteles Onassis matou-se em Buenos Aires, sem uma explicação aparente do fato. Mas em sentido oposto, as opiniões foram sugestivas: a maioria da população brasileira julga-se feliz e tem expectativa de um melhor futuro, embora haja quase 50% na linha da pobreza. Foi citado o exemplo dos deficientes físicos que andam de cadeiras de rodas e se declaram satisfeitos com a vida. Neste momento, vencem difíceis provas nos Jogos Paralímpicos sob aplausos e congratulações. Como definir felicidade? Como inefável paz de espírito, sorte que nos sorri. Estar de bem com a vida deveria ser a regra, mas nem sempre é assim. São muitas as dores, amarguras, estresses e sofrimentos. A palavra felicidade vem sendo substituída gradualmente pela expressão momentos felizes. A valorização desses momentos felizes tornou-se objetivo de vida a alcançar. Como fazer para obtê-los é algo subjetivo, depende muito da individualidade da pessoa, do modo de pensar e da avaliação do que acontece. Os pessimistas veem sempre o lado negativo das coisas. Nem sempre se tem tudo. A maioria das pessoas convive com dificuldades. Porém, nem sempre sentem-se infelizes. Dinheiro não traz felicidade é o que se diz, mas que a falta dele é um efeito torturante não resta a menor dúvida. Aí entra a habilidade, a inteligência, a força interior, que faz pessoas vencedoras. Gente que aprende a valorizar os bons momentos, pois esses são o coroamento de uma luta incessante. É necessário que os momentos felizes sejam bem vividos e os ruins sejam compensados, pois a existência é limitada e segue seu curso. Não se vive no futuro, nem no passado, mas a cada instante do tempo que passa.