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Opinião

Li��es colhidas da mar� baixa

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Mais um dado confirma a delicadeza do momento econômico vivido pelo Brasil. Mesmo que muito distante dos problemas sentidos pelos países da Europa, os efeitos da crise global teimam em castigar nosso País. Mas poderia ser bem pior. Em bom momento, medidas progressistas (como a prorrogação dos índices redutores do IPI ? Imposto sobre Produtos Industrializados) contribuíram para a manutenção de empregos nas cadeias do mercado automobilístico e dos produtos da ?linha branca? (geladeiras, fogões e máquinas de lavar). Infelizmente, ainda não se aprofundam as reflexões sobre os efeitos benéficos, quiçá revolucionários, dessas reduções da brutalidade tributária para a economia como um todo e, particularmente, para a aceleração do processo de inclusão social. No que pesem todos os estudos reconhecerem que a realidade poderia ser muito pior, não são nada alvissareiros os resultados da geração de empregos no Brasil. Em agosto de 2012, foram criados 100.938 postos de trabalho formais, enquanto em agosto de 2011 esse número foi de 190 mil, um baque de 46,9%. Reconhece o Ministério do Trabalho que este ?foi o pior resultado do ano e a menor criação de vagas em meses de agosto desde 2003, quando o número ficou em 79.772?; o governo federal informa ainda que ?o recorde para meses de agosto permanece sendo o de 2010, com 299.415 novos empregos com carteira assinada?. Além da comprovada bonomia da redução do IPI, o esforço redutor da crise também demonstrou-se positivo pelos demais componentes do ?pacote de bondades?, como a redução do IOF para empréstimos para pessoas físicas, desonerações da folha de pagamentos, liberação de mais de R$ 70 bilhões em depósitos compulsórios para os bancos e achatamento da taxa básica de juros (desde agosto do ano passado). O momento não é para comemorar o menos pior mas, de forma ousada, reconhecer os efeitos muito positivos desse ?pacote progressista? e transformar em política permanente, em objetivo estratégico a curto prazo, a eliminação dos excessos e anacronismos tributários brasileiros.

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